Thomas Panek foi o primeiro cego a terminar uma Meia-maratona de Nova Iorque com cães-guia

Na recente Meia-maratona de Nova Iorque, Thomas Panek tornou-se o primeiro cego a correr a distância da cidade com cães-guia, concretamente com Westley, Waffle e Gus, que os primeiros cães a participar na prova.

 

«Somos verdadeiramente uma equipa», afirmou Panek no final, após 2h21 de prova, com Westley, Waffle e Gus a correrem uma parte da distância cada um. Aos 48 anos, o presidente e CEO da Guiding Eyes for the Blind concretizou assim um dos seus sonhos, correr a prova junto com cães-guia, já que Panek, que perdeu a visão aos 20 anos, tem várias Maratonas no seu currículo, mas sempre acompanhado por voluntários e guias.

De referir que esta façanha não foi fácil de concretizar, já que os cães-guia são ensinados a manter os cegos em segurança e não a correr vários quilómetros com os seus donos. Por isso, Panek criou em 2015 o programa “Running Guides” na Guiding Eyes for the Blind, uma escola sem fins lucrativos que treina cães-guia para deficientes visuais.

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Deste programa, os escolhidos para correrem no fim-de-semana foram os irmãos Waffle e Westley, além de Gus, companheiro há vários anos de Panek, o seu cão-guia, que teve a honra de correr os últimos quilómetros da Meia-maratona de Nova Iorque.

«O vínculo é importante, uma pessoa não pode simplesmente equipar-se e desatar a correr», defendeu o corredor. «Correr com o nosso cão é maravilhoso.»

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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