Aos 44 anos, Bernard Lagat correu a Maratona em 2h12

O norte-americano Bernard Lagat, de 44 anos, correu a Maratona de Gold Coast, na Austrália, em 2h12m10, a 40 segundos dos mínimos olímpicos para Tóquio 2020, de 2h11m30.

Queniano naturalizado norte-americano em 2004, Bernard Lagat tem vários registos mundiais no seu curriculum. O último alcançado no domingo na Gold Coast, quando correu a Maratona em 2h12m10.

Um tempo realmente excelente, tendo em vista que Bernard Lagat fez a sua estreia na distância em novembro último, em Nova Iorque, quando registou 2h17m20. Ou seja, esta foi a sua segunda Maratona da carreira.

Com este resultado alcançado na Austrália, Bernard Lagat, duas vezes medalhista olímpico nos 1500 metros, superou o registo mundial do compatriota Meb Keflezighi (2h12m20), sendo agora o corredor mais rápido com mais de 40 anos.

De referir que Bernat Lagat tem todos os recordes Master 40 desde os 1500 metros até a Maratona. Em dezembro, o norte-americano completa 45 anos e já tem uma meta por alcançar: superar o recorde mundial do queniano Kenneth Mungara, de 2h12m47, marca alcançada na Maratona de Hong Kong, em fevereiro último.

O vencedor da prova australiana foi o japonês Yuta Shitara, que, em 2016, ganhou mais de um milhão de dólares após ter superado o recorde nacional do seu país (2h06m11). Na Gold Coast, venceu com o registo de 2h07m50.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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