Bernard Lagat regista o recorde mundial da Meia-Maratona para atletas com 41 anos ou mais

Na Meia-maratona de Houston, Bernard Lagat, queniano naturalizado norte-americano, de 43 anos, registou a melhor marca de sempre na distância para atletas com 41 anos ou mais.

 

Lagat terminou na 15.º posição da Meia-maratona de Houston, primeiro colocado do seu escalão. O norte-americano terminou a prova com o tempo de 1h02m00, à frente de Colin Fewer, com 1h06m51. Na classificação geral, o vencedor foi Jake Robertson, com 1h00m01, vencedor da última Meia-maratona de Lisboa.

 

 

Especialista em provas de fundo, Lagat ainda mantém em seu poder os recordes dos Estados Unidos nos 1500 metros (3m33s34) e da milha (3m49s89) em Pista Coberta, mas também nos 1500 metros (3m29s30), 3000 metros (7m29s00) e 5000 metros (12m53s60). É ainda o recordista dos 1500 metros do Quénia, com o tempo de 3h26m34, o segundo melhor de sempre na distância, apenas atrás de Hicham El Guerrouj (3m26s00).

Bernard Lagat contra Donald Trump

Nos Jogos Olímpicos, Lagat participou em cinco edições, concretamente em Sidney 2000, Atenas 2004, Pequim 2008, Londres 2012 e Rio de Janeiro 2016, conquistando duas medalhas, a de bronze em 2000 e a de prata em 2004, ambos metais nos 1500 metros.

Nos Campeonatos do Mundo, 11 medalhas (duas de ouro, em Osaka 2007, nos 1500 metros e nos 5000 metros), sendo cinco em Pista Coberta (três de ouro, em Budapeste 2004, Doha 2010 e Istambul 2012, todas nos 3000 metros).

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Lagat deixou as pistas em 2016. Na estrada, estes foram os seus resultados no ano passado:

10 km: 28m13 e 28m42
Meia-maratona: 63m02
4.748 milhas: 22m18

Recentemente, Bernard Lagat mostrou a sua indignação em relação ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que chamou o Haiti e alguns países africanos de «merdosos» [“shithole countries”, no original].

«Eu sou um orgulhoso filho de um brilhante continente chamado África. A minha herança está profundamente enraizada nas minhas raízes quenianas. África não é #shithole, Mr. Trump», escreveu Lagat na sua conta do Twitter.

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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