Ben True é o primeiro norte-americano a vencer a Meia-maratona de Nova Iorque

Pela primeira vez, a Meia-maratona de Nova Iorque foi ganha por um norte-americano, após 13 edições (a primeira foi em 2006) A honra coube a Ben True, de 32 anos, que correu a distância pela primeira vez.

 

Especialista nos 5000 e 10000 metros, Ben True surpreendeu tudo e todos ao vencer a Meia-maratona de Nova Iorque com o tempo de 1h02m39. A sua experiência em provas “mais curtas” foi essencial, já que a sua velocidade foi decisiva para superar Dathan Ritzenhein. O norte-americano acabou por ser beneficiado pela conservadora primeira parte dos atletas mais credenciados, o que beneficiou a estratégia de Ben True, numa partida marcada pelo vento e as baixas temperaturas. O norte-americano atacou a 200 metros da meta, quando a corrida já entrava no Central Park. Atrás ficou Ritzenhein, com o tempo de 1h02m42, um sinal muito promissor para a Maratona de Boston, no próximo mês. Na terceira posição ficou o britânico Chris Thompson, com 1h02m43, um segundo a menos que o etíope Teshome Mekone. Na quinta posição, outro norte-americano, Scott Fauble, com 1h02m58.

 

Grande disputa na prova feminina da Meia-maratona de Nova Iorque

Na prova feminina, principalmente devido a luta entre Emily Sisson e Buze Diriba, assistiu-se uma grande corrida, tal qual aconteceu com a prova masculina. A vitória acabou por acontecer para a segunda, novamente nos metros finais, com o tempo de 1h12m23, menos um segundo que Sisson, que alcançou o segundo lugar pela segunda vez consecutiva na Meia-maratona de Nova Iorque. Na terceira posição ficou a norueguesa Karoline Grovdal, com 1hm12m43.

De referir que, em 13 edições, a Meia-maratona de Nova Iorque tinha, no escalão masculino, e até hoje, tinha apenas uma vitória de um atleta não-africano, concretamente o britânico Mo Farah, em 2011, com o tempo de 1h00m23. Já na prova feminina, há cinco vitórias, duas britânicas (em 2009, com Paula Radcliffe, 1h09m45; em 2010, com Mara Yamauchi, 1h09m17) e três locais (Molly Huddle nas últimas três edições com 1h08m31, 1h07m41, melhor tempo da prova, e 1h08m19).

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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