Bekele culpa parcialmente os revolucionários ténis da Nike por ter falhado em Londres

O etíope Kenenisa Bekele culpou parcialmente os novos e revolucionários ténis Nike por não ter alcançado o triunfo na Maratona de Londres, no passado domingo (e ter falhado o recorde do Mundo…).

 

Apesar de ser o favorito para o triunfo, Bekele, de 34 anos, acabou por falhar o seu intuito em Londres, apesar de ter liderado a prova até o 13.º quilómetro (e com tempo de recorde do Mundo) e da sua incrível recuperação após ter ficado para atrás, insuficiente no entanto para ultrapassar Daniel Wanjiru, do Quénia, vencedor da corrida.

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Bekele referiu que teve problemas de adaptação ao novo Zoom Vaporfly Elite, o revolucionário ténis da Nike, que será utilizado por Eliud Kipchoge, Lelisa Desisa e Zersenay Tadese no desafio Breaking2, quando os três atletas procurarão correr a Maratona em menos de duas horas, no Autódromo de Monza, no primeiro fim-de-semana de maio. O etíope disse que as sapatilhas causaram bolhas.

O revolucionário ténis da Nike

«Usei uns ténis novos. Entre os 15 e os 20 quilómetros, as sapatilhas começaram a provocar bolhas nos meus pés, que não estava em condições devido aos ténis. Mudei o estilo da minha corrida para proteger os pés. Foi difícil e essa alteração afetou o meu equilíbrio. Aliás, sinto um pouco os meus isquiotibiais, a minha perna não estava a responder bem. Foi por isso que diminui o ritmo. Aos 35, senti-me melhor e aumentei o ritmo», afirmou Bekele à imprensa.

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Entretanto, Wanjiru garantiu que não esteve preocupado com Bekele e a sua incrível recuperação na parte final da prova, apesar de vencer a Maratona de Londres apenas por nove segundos.

«Não senti qualquer tipo de pressão com o ressurgimento de Bekele. Eu tinha muita confiança na minha corrida. A minha expetativa era ganhar, preparei-me muito bem no Quénia. A minha preparação foi perfeita

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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