China punirá corredores batoteiros na Maratona

A Associação de Atletismo da China (AAC) vai começar a punir corredores que façam algum tipo de fraude numa prova. O objetivo é colocar um ponto final no crescimento de batoteiros na Maratona, já que o país organiza este ano cerca de 500 corridas da mítica distância do Atletismo. Em 2020, serão 800…

 

Após a burla descoberta em dezembro passado na Maratona de Xiamen após uma tragédia, concretamente a morte de um corredor devido a um ataque cardíaco (foi descoberto posteriormente que o mesmo corria em nome de outra pessoa. Após uma investigação, mais 30 atletas foram excluídos), a AAC resolveu ser mais dura na fiscalização das provas, principalmente nas Maratonas.

A entidade revelou que, se um corredor participar com um nome falso ou recorrer a um substituto a meio da corrida, poderá ser banido de vez do desporto caso a burla aconteça pela segunda vez (se o infrator cometer uma burla pela primeira vez, a AAC “apenas” impedirá o atleta de se inscrever na prova em que a fraude foi cometida). O aviso está claro para os batoteiros na Maratona: quem fizer batota, poderá nunca mais correr uma prova oficial no país.

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De referir que a Maratona na China é hoje uma febre nacional. No ano passado, e segundo dados fornecidos pela AAC, foram organizadas cerca de 330 Maratonas em 133 cidades, corridas que acolheram a participação de três milhões de pessoas.

O Governo chinês já acordou para esta nova realidade e os apoios aos principais nomes da modalidade estão a aumentar. O objetivo é o país ter um ou dois candidatos a lutar pela medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2020, que serão realizados em Tóquio.

Na última Maratona de Pequim, com a participação de 30 mil corredores e já com 36 edições, os vencedores foram os etíopes Mekuant Ayenew (fez a sua estreia na distância. O seu tempo foi de 2h11m09) e Meseret Mengistu (2h25m56). 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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