Bandeira da China dita provável derrota de atleta chinesa

A chinesa He Yinli poderá ter perdido a Maratona de Suzhou após os voluntários da prova a terem forçado a levar uma bandeira da China até à linha da meta. Para piorar, poderá ser presa…

 

Nos metros final da prova, He Yinli foi abordada por duas vezes pelos voluntários da corrida. Na primeira, conseguiu evitar a bandeira, mas, na segunda vez, foi “obrigada” a levar o artefacto, embora o tenha atirado ao chão metros depois aquando perdeu por completo o ritmo da corrida, sendo ultrapassada pela sua adversária, a etíope Ayantu Abera Demisse, que acabou por ganhar a corrida com uma vantagem de cinco segundos sobre a chinesa.

LEIA TAMBÉM
China punirá corredores batoteiros na Maratona

É notório a incerteza de He Yinli aquando recebe a bandeira por parte de um voluntário da corrida, uma incerteza que acabou por ser decisiva no desfecho final.

Atleta chinesa pode ser presa

Além de perder a corrida, a atleta chinesa já veio à público pedir desculpas por ter atirado a bandeira ao chão, cujo “crime” na China poderá resultar numa sentença de três anos de prisão.

«Eu não atirei a bandeira. A verdade é que ela estava encharcada e os meus braços rígidos. Por isso, a bandeira caiu durante o balançar dos meus braços. Peço desculpa e espero que todos possam entender o que aconteceu», escreveu na sua conta social.

 

De referir que a Maratona de Suzhou, que contou com uma participação de 30 mil atletas, faz parte da série de maratonas Run China. Segundo uma declaração recolhida pela imprensa local, os três primeiros colocados de uma prova englobada nesta competição, desde que sejam chineses, «devem correr com a bandeira nacional antes de chegar à linha da meta».

Gostaste do artigo? Faz Gosto ou Partilha com os teus amigos!
Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

Gostou? Partilhe pelos amigos