Abraham Cheroben já olha o recorde do Mundo da Meia-maratona

Atual líder mundial, Abraham Cheroben foi um dos nomes do fim-de-semana após vencer a Meia-Maratona de Copenhaga. No quilómetro dez, muitos acreditavam que o recorde do Mundo poderia cair…

 

Abraham Cheroben realizou uma prova de enorme nível, demonstrando que o recorde do Mundo de Zersenay Tadese, da Eritreia, poderá cair em breve, estando a partir de agora definitivamente no horizonte do atleta do Bahrein. O registo mundial da Meia-maratona está em 58m23, tempo alcançado em Lisboa, em 2010.

Em Copenhaga, Cheroben alcançou a quarta marca da história, com 58m40, embora seja o terceiro homem mais rápido na distância, já que Tedese sustenta a segunda melhor marca de todos os tempos, com 58m31 (Lisboa2011). À frente do corredor do Bahrein está ainda o queniano Samuel Wanjiru, com 58m33 (Den Haag2007).

Cheroben ainda sonhou com o recorde do Mundo nos 10 km…

Na Dinamarca, Cheroben alcançou a sua melhor marca pessoal na Meia-maratona. Nos 10 km, muitos acreditavam que o recorde do Mundo poderia cair, já que o atleta do Bahrein, juntamente com mais um grupo de quatro corredores, passou pela marca em 27m50, três segundos mais rápido que o registo de Tadese em Lisboa.

Todavia, 5 km depois, o grupo registou 41m53 no km 15, mais 20 segundos em relação a marca mundial. A diferença em relação ao tempo de Tadese aumentou para 30 segundos nos 20 quilómetros, causando uma enorme desilusão do público e dos organizadores.

 

Abraham Cheroben brilhou em Copenhaga

 

Nos últimos metros, Cheroben puxou dos galões e acabou por vencer, com o tempo de 58m40, menos 17 segundos que Tadese em Lisboa ( últimos 1,097 km em 2m50, ritmo de 2m35…). Nas posições seguintes ficaram os quenianos Jorum Lumbasi Okombo, com 58m48 (com 19 anos, alcançou a melhor marca de sempre Sub-20), e Alex Oloitiptip Korio, com 58:51, numa corrida que animou as ruas de Copenhaga.

Na prova feminina, a vencedora foi Eunice Chumba, também do Bahrein, com o tempo de 1h06m11. Atrás ficaram as quenianas Joan Chelimo Melly, com 1h06m25, e Brigid Jepchirchir Kosgei, com 1h06m35.

Recorde-se que o recorde do Mundo feminino na Meia-maratona foi recentemente superado pela queniana Joyciline Jepkosgei, concretamente em abril, nas ruas de Praga (leia aqui).

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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