Abastecimento ilegal na Maratona de Buenos Aires

O queniano Barnabas Kiptum foi o primeiro homem a correr uma Maratona na Argentina em menos de 2h10, concretamente 2h09m42, no domingo, na Maratona de Buenos Aires. No entanto, um vídeo mostra um abastecimento ilegal por parte do vencedor…

 

Principal favorito ao triunfo final, Kiptum, de 31 anos e que tem como melhor tempo pessoal 2h09m21 (setembro de 2016), não desiludiu e acabou por vencer a Maratona de Buenos Aires com o tempo de 2h09m46 (o anterior registo da prova, de 2h10m23, estava na posse de Simon Kariuki Njoroge desde 2011), relegando para o segundo lugar o compatriota Felix Kimutai, com 2h11m35 (o pódio ficou completo com a presença do etíope Birhanu Bekele Berga, com 2h11m59). 

Entretanto, na transmissão da corrida, foi possível ver uma moto a disponibilizar um copo com um líquido a Kiptum. Num primeiro momento o queniano estranha o gesto, mas depois acaba por aceitar o mesmo, numa altura em que os dois líderes da prova corriam o quilómetro 33. Não é possível verificar se o futuro vencedor da corrida chegou a beber o seu conteúdo (supostamente não o fez), mas a verdade é que, segundo as regras da IAAF, tal não é permitido, já que todos os atletas apenas podem receber a sua hidratação e nutrição nos postos estabelecidos pela organização.

Veja o vídeo entre a 1h29m45 e 1h30m40:

 

 

Na prova feminina, o triunfo foi para Amelework Fikado Bosho, com 2h35m26, menos 20 segundos que Rose Jepchumba. Na terceira posição ficou Ednah Mukhwana, com 2h38m25. A Maratona de Buenos Aires contou com mais de 10 mil participantes e, à semelhança do que aconteceu em Lisboa, apresentou um novo percurso.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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