Rosa Mota brilhou na consagração de Mary Keitany e Eliud Kipchoge nos prémios da AIMS

Mary Keitany e Eliud Kipchoge foram escolhidos os Maratonistas do Ano pela Associação Internacional de Maratonas e Longa Distância (AIMS), numa cerimónia onde Rosa Mota recebeu o prestigiante Prémio Carreira, o denominado “AIMS Lifetime Achievement Award”.

 

A AIMS reúne 435 das mais conceituadas provas do Mundo, oriundas de 114 países, incluindo, por exemplo, as maratonas de Atenas, “The Authentic”, Pequim, Berlim, Boston, Chicago, Comrades, Nova Iorque, Paris e Tóquio.

Na gala anual do ano, a entidade homenageou Rosa Mota, que recebeu o Prémio Carreira, sucedendo a Haile Gebrselassie. No total, a portuguesa, ao longo da sua carreira, correu 21 Maratonas, alcançando 14 vitórias, entre elas nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, no Campeonato do Mundo, em 1987, e no Campeonato da Europa, em 1982 (precisamente em Atenas, onde decorreu a gala da AIMS), 1986, 1990. O seu melhor tempo na distância é de 2h23m29, registo alcançado em Chicago, no ano de 1985, ainda hoje recorde nacional de Portugal.

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«Os feitos de Rosa Mota inspiraram milhares de mulheres e jovens em todo o Mundo por muitos anos», afirmou o presidente da AIMS, Paco Borao.

Rosa Mota agradeceu a distinção e afirmou estar bastante honrada pelo prémio, agradecendo ao mesmo tempo pelo reconhecimento da sua carreira.

A noite de Mary Keitany e Eliud Kipchoge

Entretanto, além da Rosa Mota, que recebeu uma justa homenagem, referência para os quenianos Mary Keitany e Eliud Kipchoge, eleitos os melhores maratonista do ano. Curiosamente, no ano passado, ambos venceram o título da Abbott World Marathon Majors Series.

Keitany foi a vencedora da Maratona de Londres deste ano, obtendo a segunda melhor marca de sempre na distância, mas a primeira em provas com partidas apenas para mulheres. Já Eliud Kipchoge, distinguido pela terceira vez na sua carreira, foi o vencedor da Maratona de Berlim, além de ter corrido os 42,195 km em 2h00, o que aconteceu pela primeira vez na história da distância, embora num ambiente controlado.

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Pedro Alves

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