Kipchoge vence Maratona de Berlim mas sem recorde mundial

Pela segunda vez na sua carreira, Eliud Kipchoge foi o vencedor da Maratona de Berlim (oitavo triunfo em nove provas), embora sem o recorde do Mundo, provavelmente devido a chuva que caiu durante a prova. Destaque ainda para o etíope Guye Adola, que terminou em segundo, e para a também queniana  Gladys Cherono, vencedora da prova feminina.

 

Um final digno para uma prova que prometeu muito, fruto da elite masculina. Nos 5 km finais, Adola (medalha de bronze na Meia-maratona de Copenhaga em 2014) atacou e conseguiu um avanço de 20 metros. Muitos acreditaram que a surpresa iria acontecer, com a não vitória de um dos três principais nomes da corrida (além de Kipchoge, Kenenisa Bekele e Wilson Kipsang).

Adola à frente de Kipchoge
Adola à frente de Kipchoge

 

No entanto, o campeão olímpico e o homem das 2h00m25 no desafio Breaking2 respondeu e apanhou o etíope no km 40, atacando nos dois quilómetros finais. Vitória com o tempo de 2h03m32, a segunda melhor marca de sempre de Kipchoge (a primeira aconteceu o ano passado em Londres, com 2h03m05), enquanto Adola terminou 14 segundos atrás. Na terceira posição ficou o também etíope Mosinet Geremew, com 2h06m09.

A "normalidade" restabelecida
A “normalidade” restabelecida

 

Veja os parciais dos dois corredores:

Tempos parciais de Eliud Kipchoge na Maratona de Berlim
Tempos parciais de Eliud Kipchoge na Maratona de Berlim

 

Tempos parciais de Guye Adola na Maratona de Berlim
Tempos parciais de Guye Adola na Maratona de Berlim

A desilusão da corrida foi protagonizada por Wilson Kipsang e Kenenisa Bekele, que abandonaram a Maratona de Berlim. O primeiro abandonou aos 30 km, vomitando de seguida, e Bekele aos 30 km.

De referir que, na metade da prova, o tempo da corrida era de recorde mundial, concretamente de 1h01m29 (o registo de Dennis Kimetto é de 1h01m45, alcançado em 2014, precisamente em Berlim). Ritmo que foi mantido até os 32 km: 1h27m24 contra 1h27m37. Aos 33, e já apenas com Adola, o ritmo abrandou e todos tiveram a certeza que o recorde do Mundo, de 2h02m57, não cairia.

No entanto, isso não significou que a prova tenha perdido interesse, muito pelo contrário, já que o duelo entre Adola e Kipchoge foi algo antológico, numa constante luta de estratégia. Mais inexperiente, o etíope acabou por atacar cedo demais, com o campeão olímpico a dar a estocada final nos últimos 2 km.

 

The finish of the BMW BERLIN-MARATHON 2017

The finish of the BMW BERLIN-MARATHON 2017.An epic battle between debutant Guye Adola and marathon top star Eliud Kipchoge. #beatberlin42

Publicado por BERLIN-MARATHON em Domingo, 24 de Setembro de 2017

 

«As condições não estavam fáceis, devido à chuva. Felizmente, não havia muito vento. Estou contente por ter batido Adola. Não esperava ter de me bater com alguém que não Bekele ou Kipsang», afirmou Kipchoge no final. 

Catarina Ribeiro alcança o nono lugar

Na categoria feminina, a vencedora foi a queniana Gladys Cherono, com 2h20m23. Atrás ficaram a etíope Ruti Aga (2h20m41) e a também queniana Valary Aiyabei (2h20m53). Como curiosidade, refira-se que tanto Cherono como Kipchoge venceram a prova em 2015.

 

Tempos parciais de Gladys Cherono na Maratona de Berlim
Tempos parciais de Gladys Cherono na Maratona de Berlim

 

The women finish of the BMW BERLIN-MARATHON

Finish of the Women´s BMW BERLIN-MARATHON 2017A hard fighting Gladys Cherono runs after a long injury on a outstanding level. #beatberlin42

Publicado por BERLIN-MARATHON em Domingo, 24 de Setembro de 2017

 

Nota para a grande prestação de Catarina Robeiro, com 2h33m13, na sua terceira Maratona. Apesar de não ter superado o seu registo pessoal, de 2h30m10, alcançado no Porto no ano passado, a portuguesa conseguiu terminar a prova no Top 10, algo sempre relevante se tratando da Maratona de Berlim. Os seus parciais foram o seguintes:

Tempos parciais de Catarina Ribeiro na Maratona de Berlim
Tempos parciais de Catarina Ribeiro na Maratona de Berlim
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Pedro Alves

Pedro Alves

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