João Oliveira organiza o Desafio 12 Horas Portugal

Após ter alcançado o segundo lugar na Ultra Milano-Sanremo, João Oliveira já olha para os próximos desafios. Um deles é o Desafio 12 Horas Portugal, novo evento no calendário nacional, organizado pelo seu clube, o Chaves Running Team.

 

Quais os próximos desafios e qual é “O” desafio deste ano?
100 km da UTSM, PT281+, Hungria 180 km, Spartathlon 246km, ALUT 300 km. Mais Maratonas, Meias-maratonas e pequenos Trails de 30 km… Venham elas, que servem de treino na companhia de bons e alegres atletas.

O cartaz do Desafio 12 Horas Portugal, nova prova do calendário nacional
O cartaz do Desafio 12 Horas Portugal, nova prova do calendário nacional (clique na foto para se inscrever)

Entretanto, o seu clube, no dia 7 de julho, organiza o Desafio 12 Horas Portugal. O que poderia falar sobre esta iniciativa?
O projeto já estava estudado desde novembro do ano passado. O adiamento deve-se ao facto da plataforma de inscrições estar somente pronta nestes dias. A iniciativa tem a ver com o projeto futuro que o clube irá criar em Portugal, que é dar oportunidades desportivas a uma modalidade que existe mas que não é ainda reconhecida em Portugal. Boas e excelentes novidades acontecerão em 2019 para a prática do Atletismo e amantes destas modalidades. O Chaves Running Team, com o apoio da Associação de Atletismo de Vila Real, será a alavanca do reconhecimento deste tipo de modalidade.

João Oliveira queria correr o Desafio 12 Horas Portugal

E quais as novidades que teremos no Desafio 12 Horas Portugal?
Poderemos dizer que o Desafio 12 Horas Portugal é filha das 24 horas Portugal, que se realiza em Vale de Cambra. Parecido também às 6 horas de Resistência em Vizela e dos 100k de Lousada. Os eventos são semelhantes. O Desafio 12 Horas apresenta a novidade da existência de mais provas com diferentes distâncias, oferecendo assim oportunidade aos amantes da modalidade de se atreverem a participar e estarem ao alcance de conseguirem uma nova meta de distância no Atletismo. É com esse objetivo que o evento surge, com a possibilidade de o participante escolher a sua própria distância e poder correr ao lado de grandes atletas de distâncias superiores.
Outra novidade é o atleta poder participar em mais do que uma corrida. Como o evento tem várias provas a decorrer em diferentes horas do dia, um atleta pode correr uma prova de manhã e correr outra á tarde, com uma distância diferente.

E o João irá correr ou apenas estará na organização?
Sou o diretor de prova, mas não me importava de correr as 12 Horas. Quem sabe um dia… No entanto, para uns correrem, outros têm de abdicar da corrida para oferecerem o melhor aos atletas que estarão presentes na nossa prova.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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