Yomif Kejelcha falha recorde do mundo na Milha por… 0s01

O etíope Yomif Kejelcha esteve bastante próximo de superar o recorde do Mundo do marroquino Hicham El Guerrouj na Milha “indoor”, que sustenta desde 1997. Falhou o seu intuito por… 0s01.

 

Yomif Kejelcha, de 21 anos, era o grande nome do tradicional Millrose Games, em Nova Iorque. O etíope tinha revelado dias antes que o seu objetivo era superar finalmente o recorde da Milha (1,609 km) de El Guerrouj (3m48s45), que já dura mais de duas décadas, concretamente 22 anos.

No entanto, por irrisórios 0s01 (3m48s46), o etíope não o conseguiu, o que fez com que, no final de uma emocionante, audaciosa e espetacular corrida, não conseguisse esconder a sua frustração.

«Acho que o começo foi rápido demais, a primeira volta foi a mais veloz… No final, acho que senti esse esforço (…) Mas vou tentar novamente este ano e acredito que conseguirei superar o registo de El Guerrouj», afirmou Kejelcha, que, nos 809 metros, alcançou impressionantes 1m52s99, abaixo do tempo do ainda recordista do Mundo, que, na Alemanha, há 22 anos, correu em 1m54s89.

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Recorde-se que Kejelcha, orientado pelo polémico treinador Alberto Salazar na Nike Oregon Project, foi campeão do Mundo juvenil (2013) e júnior (2014) dos 3.000 metros, mas também absoluto nos dois últimos Mundiais de Pista Coberta (2016 e 2018).

3m48s46… Algo realmente surpreendente, mas não completamente sem precedentes. Tudo devido a 0s01…

A impressionante corrida de Yomif Kejelcha
A impressionante corrida de Yomif Kejelcha
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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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