Com 15 anos, Katelyn Tuohy corre 3200 metros a 3m03/km

Katelyn Tuohy é um dos novos nomes do Atletismo norte-americano, apesar dos seus… 15 anos. Recentemente, correu 3200 metros em 9m47s88, média de 3m03/km. Feliz? Nem por isso, tinha como objetivo correr em 9m40…

 

 

Apesar da sua idade, Tuohy, estudante da North Rockland Hight, é já hoje acompanhada de perto pelos principais nomes do Atletismo norte-americano, pois é uma das atletas mais jovens e rápidas do Mundo. Por exemplo, nos 5000 metros indoor da Universidad Liberty, correu a distância em 15m37s12, recorde júnior feminino norte-americano (menos de 20 anos), um registo que não era superado desde 2005 (Lyndsey Scherf, com 15m42s81), e recorde do Mundo Sub-15.

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Agora, Katelyn Tuohy voltou a surpreender (ou talvez não…), desta vez nos Glenn Loucks Games, em White Plains, Nova Iorque. Nos 3200 metros, correu a distância em 9m47s88, novo recorde nacional High School, superando a marca de Kim Mortensen (9m48s59, alcançado em 1996). A sua melhor marca era de 10m08s13, tempo alcançado no mês passado.

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Katelyn Tuohy. 9:47.88. 3200m National Record.

Publicado por MileSplit em Sábado, 12 de Maio de 2018

 

Orgulhosa com o seu feito?

«Queria correr um pouco mais rápida, mas não tinha ninguém atrás de mim. Não era o que pretendia, mas estou contente com o recorde nacional, serve de motivação para continuar a correr», afirmou à imprensa local no final. «Mas admito que estou um pouco dececionada. Tenho de trabalhar mais duro.»

Esse “descontentamento” faz parte do seu caráter, revela o seu treinador, Kyle Murphy, que salienta que a sua pupila deseja sempre ser mais rápida, «o que faz com que os treinos sejam mais fáceis. Não a tenho de motivar».

O técnico garantiu ainda que não coloca nenhum limite a Tuohy.

«Se ela sente que pode ser mais rápida, acredito que ela consegue. Mas ainda é muito jovem, é complicado ela fazer uma corrida perfeita. No entanto, vejo melhorias significativas, está cada vez mais comprometida com o resultado final. Estamos a nos divertir, estamos a aprender a correr.»

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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