Sportinguistas Sara Catarina Ribeiro e Rui Teixeira vencem o Nacional de Corta-Mato longo

Sara Catarina Ribeiro e Rui Teixeira, ambos do Sporting, são os novos campeões de Corta-Mato longo, num evento que decorreu em Monforte. O Sporting conquistou ainda os dois títulos coletivos por equipas.

 

Rui Teixeira, com o tempo de 32m16, superou todos os favoritos da corrida, recebendo por isso um forte abraço de Fernando Mamede no final da corrida. O sportinguista foi mais forte do que o até então campeão da prova, Rui Pinto, com o registo de 32m38, e Samuel Barata, com 32m47, que subiu pela primeira vez no pódio no Corta-Mato longo, ambos corredores do Benfica.

«Sinceramente, não esperava vencer, o meu grande objetivo era ajudar o Sporting a ser campeão. Quando o Rui Pinto arrancou, sabia que ele era o principal candidato. Mas comecei a ganhar alguns lugares e a acreditar que poderia chegar a ele. Mas este resultado não é nenhuma surpresa. Quem acompanha o meu percurso sabe que o meu primeiro grande resultado foi um pódio ao lado de Paulo Guerra, o melhor atleta de Cross nacional de sempre. Há 11 anos fui ao pódio com ele, em Campo Maior. Talvez hoje fosse o terceiro, quarto favorito nas Casas das Apostas, mas consegui superar-me e concretizar o meu sonho e de todo o atleta, que é ganhar esta prova rainha do Corta-Mato. Estive bem há 15 dias no Europeu de Corta-Mato e este resultado ajudou aqui a revalidar o título nacional de Cross. Sabíamos que o Benfica tinha ambições em ganhar, para voltar ao Campeonato da Europa, mas estivemos mais fortes. Entretanto, perdi uma pessoa que ficaria muito feliz por me ver hoje campeão nacional, a minha mãe, mas sei que ela está a ver este título», afirmou Rui Teixeira à RTP.

Rui Pinto não ficou descontente com a audácia da sua corrida, quando atacou bastante cedo mas acabou por ceder ao longo da corrida, parando inclusive alguns segundos, com o público a incentivar o atleta do Benfica para que ele não desistisse.

«Ataquei no início, paguei pela ambição que tenho. Não quero ser um atleta qualquer, quero dar o salto para ser um atleta de nível europeu. A minha corrida foi isso mesmo, não competi contra ninguém, competi comigo próprio. O meu objetivo é ser cada vez melhor. Corri um risco e não me arrependo da minha atitude, para mudar de patamar temos de ter atitude. Às vezes corre bem, outras vezes não. Hoje foi mais um dia dessa evolução.»

Na classificação por equipas, o Sporting somou 16 pontos, menos oito que o Benfica. O CDS Salvador Campo, com 105 pontos, ocupou o terceiro lugar do pódio.

Sporting domina por completo a prova feminina

Na prova feminina, domínio absoluto do Sporting, com os três primeiros lugares do pódio. A primeira foi Sara Catarina Ribeiro, campeã nacional pela primeira vez, com o tempo de 29m46. Atrás ficou Sara Moreira, com 29m52, e, no último lugar, Inês Monteiro, com 30m40

Bastante emocionada, não conseguindo esconder as lágrimas, Sara Catarina Ribeiro comentou o seu triunfo à RTP.

«Foi uma vitória muito especial, nunca fui campeã nacional, muito menos em Corta-Mato longo. Vencer com atletas desta valia é algo fantástico. Foi uma prova muito dura, mas preparei-me muito este ano. Na Taça não corri para aquilo que tinha treinado, mas aqui fui muito feliz e consegui transportar o que treinei e tudo aquilo que fiz para esta prova e para este resultado. Queria dedicar a vitória a minha família, que sempre me apoia, mas também aos meus treinadores, que sempre acreditaram em mim e que estão comigo desde pequena, o Joaquim Santos e o Rui Ferreira.»

Algo desiludida ficou Sara Moreira, que ainda não foi desta vez que conquistou o ambicionado título de Corta-Mato, um dos poucos títulos que não tem na sua estante de troféus, um título que ambiciona já há alguns anos.

«Sou a eterna segunda, como me disseram uma vez, e começo a acreditar… Estou a brincar, ainda quero ganhar muito este título. Estou muito feliz pel forma como corri. Perdi perante uma atleta excelente, que fez hoje uma corrida fenomenal. Estou satisfeita, queria ter ganho e lutei para isso. Dei tudo e superei-me. O percurso era muito difícil, com muito sobe e desce e inclinado. Fiz o meu trabalho, corri tranquila, a lutar até o final. Ainda não foi desta. Um dia disseram que um carro de Fórmula 1 não é feito para ganhar um rali. Começo a acreditar nisso… Mas não, um dia este título será meu

Na classificação por equipas, o Sporting somou 20 pontos, menos 15 pontos que a surpresa Recreio Desportivo de Águeda. Na terceira posição ficou o Sporting de Braga, com 53 pontos.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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