Samuel Tefera supera recorde do Mundo de El Guerrouj já com 22 anos

Há dias, e por 0s01, Yomif Kejelcha falhou o recorde do Mundo da Milha de Hicham El Guerrouj. Por isso, o etíope era o centro das atenções na penúltima etapa da IAAF World Indoor Tour, em Birmingham. No entanto, quem brilhou foi o seu compatriota Samuel Tefera, de apenas 19 anos, que superou o registo mundial dos 1500 metros em pista coberta.

 

O tempo a abater era de 3m31s18, que, como acontece na Milha, também estava na posse de El Guerrouj, há precisamente 22 anos (Estugarda, Alemanha). Recorde-se que a lenda do Atletismo mundial, entre 1997 e 1999, superou cinco recordes do Mundo, cinco registos que ainda vigoravam nos nossos dias, concretamente nos 1500 metros e na milha em pista coberta e ao ar livre e nos 2000 metros.

Vigoravam porque um deles foi superado em Birmingham, com todos os olhos focados em Kejelcha. Após a sua espantosa corrida nos Millrose Games, em Nova Iorque, todos acreditavam que o etíope conseguiria finalmente baixar o registo de mais de duas décadas de El Guerrouj.

Mas quem brilhou foi o seu compatriota, Tefera, campeão mundial indoor nos 1500 metros (precisamente em Birmingham, no ano passado), etíope que registou na cidade britânica o tempo de 3m31s04, relegando para a segunda posição Kejelcha (bicampeão do Mundo indoor nos 3000 metros), com 3m31s58, a sua melhor marca pessoal, a terceira de sempre.

Mas a verdade é que o dia era de Samuel Tefera

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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