Ricardo Ribas diz adeus à seleção de Portugal

Após 35 internacionalizações, que terminaram no domingo após a Maratona do Mundial de Londres, Ricardo Ribas decidiu terminar a sua carreira a representar Portugal. No entanto, como revela no seu post no Facebook, não vai deixar de correr… 

 

«Tudo tem um início e um fim hoje digo com ORGULHO que fechei um ciclo na minha carreira desportiva a minha última internacionalização.
Foram 35 onde estive presente nos europeus, mundiais e JO (estrada, cross e pista), tendo a oportunidade de ser capitão em duas delas.
Agradeço a FPA e todos seus colaboradores que ao longo destes anos me ajudaram a obter os meus resultados, querendo destacar no departamento médico o massagista SR. António Vieira, uma pessoa incansável nestes últimos dois anos.
Final de carreira???????
Não, ainda tenho um objetivo a concretizar, SOU TEIMOSO😂😂»,escreveu Ribas na sua página do Facebook, onde colocou um vídeo, que pode ser visto mais abaixo.

Uma triste despedida internacional de Ricardo Ribas

Após 34 internacionalizações, certamente que Ricardo Ribas não esperava terminar a sua carreira como terminou, com uma desistência.

Uma desistência que ocorreu devido a uma «armadilha» da organização do Mundial de Londres, como o português confessou mais tarde.

«Infelizmente, uns 40 atletas caíram numa armadilha da organização, incluindo eu. Tinham colocado o ‘call room’ [sala de chamada] de entrada da prova entre às 9h30 e 10h30. Eu entrei às 9h30… A partir do momento em que entrei já não me deixaram mais sair», confessou.

“Preso” na sala de chamada, Ribas não conseguiu realizar o aquecimento como era de esperar para uma prova como a Maratona, o que acabou por ditar a sua desistência mais tarde, por volta do quilómetro 18, para desilusão da delegação portuguesa, mas, principalmente, do próprio atleta, que esperava outro desfecho para a sua carreira internacional.

Apesar deste triste desfecho, só resta a nós, portugueses, agradecermos a Ribas todo o seu empenho ao longo dos anos com a camisola de Portugal.

 

Ricardo Ribas, após a sua 35ª internacionalização anuncia que esta foi a ultima competição a correr por Portugal. 🏃🏻🇵🇹

Publicado por Atletismo SL Benfica em Domingo, 6 de Agosto de 2017

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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