Yomif Kejelcha regista o recorde do mundo da milha indoor

Era um recorde, de certo modo, “cantado”. Depois de falhar o seu objetivo no passado dia 9 de fevereiro por… 0s01, Yomif Kejelcha finalmente alcançou o seu feito no passado domingo, superando o registo do lendário marroquino Hicham El Guerrouj na milha em Pista Coberta, que não era superado desde 1997.

 

De uma assentada, El Guerrouj perdeu dois registos mundiais em poucas semanas. Primeiro foi nos 1500 metros, quando o etíope Samuel Tefera, de apenas 19 anos, registou 3m31s08 (menos 0s10) nos 1500 metros, em Birmingham.

Agora foi em Boston, com Yomif Kejelcha, de 21 anos, a correr a milha indoor (1.609 metros) em 3m47s02 (a anterior marca era de 3m48s45). A felicidade do etíope apenas não foi maior por não ter superado o registo mundial dos 1500 metros, como também era o seu objetivo. O etíope registou 3m31s25. De referir que, nos últimos 800 metros kejelcha correu em 1m52s57, algo realmente impressionante.

O resultado da Milha de Yomif Kejelcha em Boston
O resultado da Milha de Yomif Kejelcha em Boston

De referir que o corredor do Nike Oregon Project correu a primeira metade da prova com três lebres. Nas posições seguintes do pódio ficaram Johnny Gregorek (3m49s98, segundo melhor tempo de sempre do país na distância, logo atrás de Bernard Lagat, com 3m49s89, tempo alcançado em 2005) e Sam Prakel (3m50s94).

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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