Superado o recorde do Mundo da Maratona em Pista Coberta

Pelo terceiro ano consecutivo, o recorde do Mundo da Maratona em Pista Coberta foi alcançado. Tudo aconteceu na Annual Armory NYC Indoor Marathon, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. A honra coube a Malcolm Richards e Lindsey Scherf.

 

Malcolm Richards, que venceu a prova na primeira edição, em 2016, alcançou o tempo de 2h19m01, superando o registo de 2017 de Chris Zablocki, que era de 2h21m48. Na prova feminina, Lindsey Scherf registou 2h40m55, nono tempo da classificação geral, superando o recorde de Laura Manninen, com 2h42m30.

Malcolm Richards feliz com o novo recorde do Mundo da Maratona em Pista Coberta
Malcolm Richards feliz com o novo recorde do Mundo da Maratona em Pista Coberta

«Definitivamente, senti-me forte ao longo de todo o percurso», afirmou Malcolm Richards, professor de uma escola primária, de 35 anos. «Passei por algumas dificuldades a partir do quilómetro 38, mas é assim que as Maratonas são», afirmou o novo recordista mundial à imprensa local. O norte-americano superou Nick Edinger e Brian Harvey, segundo e terceiro colocados, com 2h22m06 e 2h22m18, respetivamente. Já o campeão em título, Chris Zablocki, e anterior recordista do Mundo, ficou em sexto, com 2h29m13.

Para correrem a Maratona em Pista Coberta, os participantes deram 210,975 voltas a um percurso de 200 metros. Richards isolou-se na liderança a partir da centésima volta. No total, apresentou uma média de 39s55 por volta.

Lindsey Scherf pensou que iria correr a sua pior Maratona de sempre

Já Lindsey Scherf aproveitou a Annual Armory NYC Indoor Marathon como prova de preparação para a Two Oceans Marathon’s 56k Ultramarathon, em Cape Town, na África do Sul, daqui a duas semanas. Ela confessou no final que a sua preocupação foi manter o ritmo ao longo das 211 voltas, indiferentemente do ritmo das suas adversárias.

Lindsey Scherf pesnou que correria a pior Maratona da sua carreira
Lindsey Scherf  alcançou o nono lugar da classificação geral da Armory NYC Indoor Marathon 

«É uma oportunidade rara podermos manter um recorde mundial em qualquer coisa. Pode não ser o recorde mais difícil que existe, mas qualquer oportunidade de ter um registo é importante. Estou muito orgulhosa por este resultado (…) Pensei que a Maratona iria ser a mais miserável da minha carreira, mas, para ser sincera, devido a energia do anunciante, da música, do meu treinador, da minha tia e dos meus amigos nas bancadas, alcancei um excelente resultado. Esta é realmente a minha Maratona favorita e uma das minhas cinco principais conquistas, entre elas o meu recorde júnior norte-americano nos 10 km e o campeonato nacional dos 25 km.»

No total, Scherf apresentou uma média de 45s77 por volta.

Por terem alcançado a vitória, tanto Richards como Scherf receberam cerca de 2400 euros, além de mais 3250 euros por terem alcançado os recordes do Mundo.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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