Caster Semenya estabelece um novo recorde do Mundo nos 600 metros

A sul-africana Caster Semenya é a nova recordista mundial nos 600 metros, feito alcançado no domingo durante o Meeting de Berlim, na Alemanha, evento que reuniu mais de 40 mil espetadores.

 

Após solicitar uma prova de 600 metros no programa com o objetivo de superar o recorde mundial na distância, Caster Semenya não desiludiu e conseguiu o feito devido ao tempo de 1m21s77. O anterior registo, de 1m22s63, estava na posse da cubana Ana Fidelia Quirot desde 25 de julho de 1997.

 

Uma das novidades em Berlim foi um túnel na pista
Uma das novidades em Berlim foi um túnel na pista

 

De referir que a segunda classificada em Berlim, a norte-americana Ajee Winson, também conseguiu superar o anterior recorde do mundo, já que cruzou a meta com o tempo de 1m22s39. O problema foi ter chegado atrás de Semenya, recente campeã mundial em Londres.

No terceiro lugar ficou Francine Niyonsaba, do Burundi, com 1m23s18.

 

Semenya feliz com a receptividade que recebe em Berlim

«Sinto-me em casa em Berlim, sinto que sou querida pelas pessoas daqui, sou sempre muito bem recebida. Ganhei aqui o meu primeiro título mundial e portanto Berlim é uma cidade muito espacial para mim», afirmou Semenya após a corrida, referindo que os 600 metros «são um pouco mais fáceis do que os 800 metros». A campeã olímpica salientou ainda que adora a velocidade, razão pela qual gosta destas provas (recorde-se que, em Londres, Semenya correu ainda os 400 metros, terminando na segunda posição).

De salientar que a sul-africana colocou um ponto final na sua temporada, já que não vai mais correr esta época.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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