Cinco segundos e 21 anos de diferença para o vencedor da Maratona de Hong Kong

O queniano Kenneth Mburu Mungara, de 44 anos, foi o vencedor da Maratona de Hong Kong por apenas cinco segundos. Na segunda posição ficou Bonsa Dida Direba, que este domingo comemorava o seu 23.º aniversário.

 

Quando Direba nasceu, Mungara tinha 21 anos. Duas décadas depois, os dois protagonizaram o duelo deste domingo na Maratona de Hong Kong, um duelo entre a experiência e a juventude.

Mungara, que começou a correr com regularidade aos 30 anos seduzido pelos seus clientes, já que o queniano cortava o cabelo a corredores, terminou a Maratona de Hong Kong com o tempo de 2h13m38, menos cinco e oito segundos do que o segundo e o terceiro classificados, Direba (recorde pessoal de 2m10s16) e o compatriota Barnabas Kiptum, respetivamente.

«Fiquei muito feliz, por isso dancei», afirmou Mungara após o término da corrida. «O 19.º quilómetro foi muito difícil, muito devido ao forte vento (…) Foi uma bonita corrida com Direba, um grande desafio.»

De referir que Mungara detém o recorde mundial da Maratona na categoria 40-44 anos, com o tempo de 2h08m44 (Milão 2015). O queniano admitiu que não é fácil correr contra os mais novos.

«É um desafio, um enorme desafio. Eles te querem enviar para casa e nós queremos ficar. Assim, é necessário desafiar constantemente os mais novos, já que  nosso desejo é ficar por cá por mais alguns anos. Para isso, tens de treinar todos os dias e trabalhar duro para que possas continuar a ser o número um

Com a vitória, Mungara recebeu um cheque de cerca de 52 mil euros e agora tem como meta os Jogos da Commonwealth, já que foi selecionado para representar o seu país no evento.

 

 

Gostaste do artigo? Faz Gosto ou Partilha com os teus amigos!
Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

Gostou? Partilhe pelos amigos