Justin Gatlin inicia a temporada com uma prova de 150 metros

Atual campeão mundial, título conquistado o ano passado no Mundial de Londres, o norte-americano Justin Gatlin vai começar a sua temporada na África do Sul, a correr uma prova de… 150 metros.

 

«Nunca estive na África do Sul, nunca corri uma prova de 150 metros e nunca corri tão cedo, a não ser em Pista Coberta», afirmou Gatlin à Reuters, dias antes de fazer a sua estreia na presente temporada, na terceira etapa da Athletix Grand Prix Series, em Pretória, na África do Sul, na próxima quinta-feira. «É excitante (…) Isso faz com que nos sintamos mais novos.»

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Gatlin admitiu que aceitou o convite da organização devido ao desafio, já que nunca correu uma prova de 150 metros, uma distância que raramente faz parte do calendários dos grandes eventos mundiais. Embora não haja uma marca oficial, Usain Bolt, recordista do Mundo nos 100 e 200 metros, correu a distância em 14s35, em Manchester, Inglaterra, há nove anos.

«Não penso em nenhuma marca em especial, não especularia sobre o quão rápido poderei correr. Apenas espero encontrar a minha técnica para assim ser o mais competitivo possível.»

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Gatlin revelou à Reuters que vai entregar o seu prémio a Rally Foundation for Childhood Cancer Research, instituição localizada em Atlanta, e que deverá fazer a sua estreia nos 100 metros na etapa de Xangai da Diamond League, em maio.

O norte-americano também falou sobre a nova sensação da velocidade, o compatriota Christian Coleman, recente campeão mundial em Birmingham, Inglaterra, nos 60 metros.

«Ele é forte, está focado e há algo que vemos no seu olhar que não vemos nos outros atletas: é a fome de ser o melhor. Quando estamos a competir, e mesmo quando ele ganha, podemos ver um desapontamento no seu olhar porque não correu o mais rápido que desejava. Está constantemente à procura de ser um melhor atleta, não se contenta onde está. Esse é o tipo de atleta que permanece por muito tempo.»

 

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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