Campeã olímpica da Maratona Jemima Sumgong apanhada no doping

 

A IAAF anunciou que a queniana Jemima Sumgong, de 32 anos, atual campeã olímpica da Maratona, acusou positivo EPO num controlo antidoping realizado no seu país. A atleta está suspensa.

Jemima Sumgong tem no seu curriculum importantes triunfos, como vitórias nas maratonas de Roterdão (2013) e Londres (2016), além de excelentes resultados em outras tantas, como o segundo lugar na Maratona de Boston, em 2012.

No entanto, o seu auge como corredora aconteceu no ano passado com a vitória na Maratona do Rio de Janeiro, oferecendo ao seu país um triunfo olímpico, algo que nunca tinha acontecido na História.

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Com a suspensão, Jemima perderá provavelmente a medalha de ouro conquistada no Rio de Janeiro, sendo Eunice Kirwa, do Bahrein, a nova vencedora da Maratona olímpica.

Refira-se que a queniana lidera hoje em dia a classificação das Majors, evento que reúne as seis principais Maratonas do Mundo (a última etapa realiza-se a 17 de abril, em Boston). Caso o doping de Sumgong seja confirmado, a atleta não poderá receber o “chorudo” prémio distribuído pela The Abbott World Marathon Majors.

«Estamos muito tristes após conhecermos a informação que confirma o controlo positivo de Jemima Sumgong, mas isso indica que estamos a ganhar terreno na luta contra o doping. Sabemos que será uma batalha longa, mas não vamos renunciar a esse combate», afirmou Tim Hadzima, do consórcio The Abbott World Marathon Majors. «De acordo com a nossa política, até que o caso de Jemima Sumgong não esteja completamente encerrado, não faremos nenhum comentário.»

Hadzima revelou que a World Marathon Majors financiou recentemente um dos grupos anti-dopagem da IAAF «com o propósito de exigir a realização de controlos a mais de 150 atletas, sempre fora de competição, pelo menos seis vezes ao ano».

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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