Corre 5000m em 13m35? Jakob Ingebrigtsen correu, com 16 anos…

Nova sensação do desporto nórdico, Jakob Ingebrigtsen, de apenas 16 anos, alcançou o título nacional dos 5000 metros da Noruega com o tempo de 13m35s84, quatro segundos a menos que o recorde da prova, que já dura 38 anos…

 

Na linha de partida dos 5000 metros do campeonato norueguês estavam, entre outros, Jakob e o seu irmão mais velho, Filip Ingebrigtsen, terceiro colocado nos 1500 metros no recente Mundial de Atletismo de Londres, com 3m34s53. O “duelo” entre os dois era um dos atrativos da corrida, mas o segundo acabou por ceder devido a problemas de saúde sofridos nas semanas anteriores, o que beneficiou o irmão mais novo, que não desiludiu e melhorou o seu tempo pessoal em… 14 segundos: 13m35s84.

Na segunda colocação ficou Sondre Nordstad Moen, que participou recentemente nos 5000 metros no Mundial de Londres, com o tempo de 13m39s92 (na capital inglesa, o norueguês alcançou 13m31s71). No último lugar do pódio, Zerei Mezngi, com 13m49s12.

Refira-se que o melhor tempo do campeonato está na posse de Knut Kvalheim, há 38 anos…

É verdade que o tempo de Jakob Ingebrigtsen, que completa 17 anos no próximo dia 17 de setembro, está ainda muito longe do recorde nacional do país, na posse de Marius Bakken (13m06s39, alcançado em 2004), mas não podemos ignorar a sua precoce idade.

Quatro dias de sonho do jovem prodígio da Noruega

Recorde-se que o jovem prodígio da Noruega correu na quinta-feira os 800 metros da Liga Diamante em Zurique, alcançando um novo recorde pessoal, de 1m49s40. Na prova, terminou na segunda posição, com mais oito centésimos do que o vencedor, o checo Vojtech Mlynar.

No dia seguinte, sexta-feira, correu os tais 5000 metros no seu país, mas também a qualificação para a final dos 800 metros.

No sábado, correu a qualificação para a final dos 1500 metros e terminou a final dos 800 metros na terceira posição (1m50s54). Teve tempo ainda para vencer os 3000 metros obstáculos, com 8m44s12.

No domingo, nova vitória, desta vez nos 1500 metros (3m53s29).

Resumo dos quatro dias:

3 corridas: 800m
2 corridas: 1500m
1 corrida: 3000m obstáculos
1 corrida: 5000m

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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