Sara Moreira, Inês Monteiro e Rui Pinto no Cross Internacional de Itálica

O XXXVI Cross Internacional de Itálica, considerada uma das corridas de corta-mato mais importantes do calendário da modalidade, terá este ano uma chuva de estrelas, principalmente africanas. A prova, agendada para o dia 21 de janeiro, é realizada no conjunto arqueológico de Itálica, localizado em Santiponce, em Sevilha, Espanha, e terá a participação de três portugueses.

 

Na prova feminina, o Cross Internacional de Itálica terá, por exemplo, Ruth Jebet, naturalizada queniana, atual recordista do Mundo nos 3000 metros obstáculos e campeã olímpica nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016. Ao seu lado na linha da meta teremos ainda as compatriotas Celliphine Chespol, recordista do mundo dos 3000 metros obstáculos júnior, Lilian Kasait Rengeruk, oitava no ranking mundial dos 5000 metros, e Hellen Obiri, campeã do mundo dos 5000 metros no ano passdo; mas também a etíope Letesenbet Giday, campeã mundial júnior de Corta-mato em 2015 e 2017. Pelas cores nacionais, teremos duas atletas a representar o nosso país, concretamente Sara Moreira e Inês Monteiro, que procurarão lutar contra a forte armada africana, uma tarefa que não será nada fácil, já que o nível da prova é bastante alto e exigente. A britânica Rebecca Murray também é outra atleta europeia a merecer destaque.

Rui Pinto representa Portugal na corrida masculina do XXXVI Cross Internacional de Itálica

Na prova masculina, à semelhança do que acontece com a prova feminina, a elite da corrida é elevadíssima, o que faz prever um espetáculo bastante emotivo no próximo dia 21 de janeiro, já que não há um claro favorito para o triunfo final.

Do vasto leque de atletas, nota para a presença dos quenianos Leonard Komon (recordista do mundo nos 10 e 15 quilómetros) e Conselsus Kipruto (campeão do mundo e olímpico dos 3000 metros obstáculos, o etíope Abadi Hadis (terceiro no recente Mundial de Corta-mato, em Kampala), e Jacob Kiplimo (atual campeão do mundo júnior) e Joshua Cheptegei (vice-campeão mundial nos 10000 metros, em Londres2017), ambos do Uganda.

Referência também para Emmanuel Gniki, Joel Ayeko e para os europeus Rui Pinto (Portugal) e Alex Teuten (Grã-Bretanha), com uma vida bastante complicada tendo em vista o nível dos seus adversários.

A grande ausência é Mo Farah, que esteve para correr em Santiponce, algo que não aconteceu, segundo a organização do Cross Internacional de Itálica, por decidir correr a Meia-maratona de Londres, agendada para o dia 4 de março.

O Cross Internacional de Itálica faz parte do selecto grupo da IAAF Cross Country Permit 2017/2018, principais provas Corta-mato da entidade que rege o Atletismo mundial. Além da corrida em Sevilha, o calendário é composto por mais seis provas: San Giorgio Sulegnano e San Vittore Olona, em Itália, Antrim, na Irlanda, Albufeira, em Portugal, e Burgos e Elgoibar, também em Espanha.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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