Inês Henriques campeã mundial com recorde do Mundo

Depois do bronze de Nelson Évora, foi a vez de Inês Henriques conquistar mais uma medalha para Portugal em Londres, desta vez a de ouro. Nos 50 km marcha, prova inédita no calendário dos Mundiais, a portuguesa registou ainda o recorde do Mundo da modalidade (o primeiro na competição), que estava na sua posse.

 

Londres2017

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Publicado por Federação Portuguesa de Atletismo em Domingo, 13 de Agosto de 2017

 

Com sete marchadoras na linha da meta, finalmente os 50 km marcha teve a sua prova feminina em Mundiais, algo ambicionado há muito pelas atletas. Evidentemente que Inês Henriques, detentora do recorde do Mundo (4h08m26), era a principal favorita, mas a verdade é que as surpresas estão a ser muitas nos Mundiais de Londres, como aconteceu ontem, por exemplo, com a derrota de Mo Farah e a lesão em plena prova de Usain Bolt.

 

A largada conjunta dos 50 km marcha, com Inês Henriques
A largada conjunta dos 50 km marcha, com Inês Henriques

 

Mas a verdade é que a portuguesa não desiludiu. Comandando desde o início da prova, Inês Henriques ditou um ritmo avassalador desde o início, sendo acompanhada pela chinesa Hang Yin, que, após o 30.º quilómetro, quebrou e deixou via aberta para a portuguesa, que, garantida a medalha de ouro, começou a lutar pelo recorde do mundo, o que acabou por acontecer. No final, vitória com o tempo de 4h05m56. Inês Henriques fez questão de terminar a prova com a bandeira de Portugal nas mãos.

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Na segunda posição ficou Yin, com o tempo de 4h08m58, numa grande prestação da asiática, que alcançou o seu melhor tempo da Ásia. O bronze foi para outra chinesa, Shuqing Yang, com 4h20m49.

 

O número de Inês Henriques para recordar: 224
O número de Inês Henriques para recordar: 224

 

João Vieira muito próximo do recorde nacional

Entretanto, no masculino, o vencedor foi o francês Yohann Diniz, neto de português, com o tempo de 3h33m12, novo recorde dos Campeonatos do Mundo e segundo melhor registo de sempre. Atrás ficaram os japoneses Hirroki Arai (3h41m17) e Kai Kobayashi (3h41m19).

 

Yohann Diniz foi responsável por uma grande prova nos Mundiais de Londres
Yohann Diniz foi responsável por uma grande prova nos Mundiais de Londres

 

Nota também para a extraordinária corrida do português João Vieira, que terminou no 11.º lugar com o tempo de 3h45m28, um registo muito próximo do recorde nacional que está no seu poder, concretamente de 3h45m17, alcançado em 2012.  O outro português em prova, Pedro Isidro, alcançou o tempo de 4h02m30, o 32.º registo da classificação geral.

 

Brilhante corrida de João Vieira
Brilhante corrida de João Vieira
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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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