Inês Henriques lamenta a sua primeira desistência em 26 anos de carreira

Inês Henriques viveu um sábado diferente na sua vida. Após 26 anos de carreira, a portuguesa viveu a sua primeira desistência numa prova. Tudo aconteceu nos Mundiais de Marcha de Nações.

 

«Hoje está ser um dia muito duro para nós, mas estamos sempre juntos nas vitórias e derrotas! Para quem me conhece sabe que “desistir” é o meu último recurso, ainda mais a representar Portugal, foi a primeira vez em 26 anos de carreira», salientou Inês Henriques na sua página do Facebook pouco tempo depois da prova, que foi realizada em Taicang, na China.

Inês Henriques viveu um sábado inédito na sua vida
Inês Henriques viveu um sábado inédito na sua vida

 «Desde o início da competição que o meu corpo não estava a responder da melhor forma. Procurei ser prudente, manter o ritmo certo, sem exageros, manter-me tranquila e esperar por melhores sensações! Mas elas não surgiram e comecei a ter problemas físicos e, posteriormente, tonturas. Tentei reverter a situação, diminuir o ritmo e procurar abastecer bem! Lutei até onde pude, mas desta vez tive de baixar os braços à minha luta!!!»

Inês Henriques preparada para recuperar o recorde do Mundo 

A portuguesa admitiu que estava «triste e desiludida» por «não ter conseguido demonstrar» o trabalho realizado ao longos dos últimos meses, mas também por não ter conseguido lutar «até ao fim pelo nosso objetivo!»

Um desaire que Inês Henriques e a sua equipa irão analisar cuidadosamente nos próximos dias.

«Agora necessito de recuperar física e psicologicamente para refletirmos sobre o que aconteceu. O intuito é voltarmos ainda mais fortes!»

Mostrando o seu enorme desportivismo, Inês Henriques felicitou a nova campeã do Mundo, a chinesa Liang Rui, que terminou a prova em 04h04m36, novo recorde mundial, que estava precisamente na posse da portuguesa, que, no ano passado, no Campeonato do Mundo de Londres, terminou com o registo de 4h05m56.

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«Os recordes são para serem batidos e hoje a atleta chinesa foi mais forte do que eu e estabeleceu um novo recorde do Mundo dos 50 km, em 4h04m35. Está de parabéns!»

Um resultado que motiva a atleta nacional a «trabalhar com o objetivo de o voltar a bater» o registo mundial, assegurou a portuguesa no Facebook, onde agradeceu o apoio de todos.

«Obrigado ao meu “Porto de Abrigo” (minha família) e a todos que comigo trabalham e que estão sempre ao meu lado»

Entretanto, na prova masculina, o português Pedro Isidro também desistiu. Os homens do pódio foram todos japoneses: Hirooki Arai (03h44m25 horas), Hayato Katsuki (mais seis segundos) e Satoshi Maruo (mais 27 segundos).

Já na prova feminina dos 20 km, a marchadora Ana Cabecinha terminou no 18.º lugar com o tempo de 1h30m39, a 04m01 da mexicana Guadalupe González, que revalidou o título conquistado em 2016. Nota ainda para Edna Barros, que registou o seu melhor tempo pessoal (01h35m03, 45.º lugar), e Mara Ribeiro (1h42m18), no 72.º lugar. Nos lugares seguintes do pódio ficaram as chinesas Qieyang Shijie (01h27m06) e Yang Jiayu (01h27m22).

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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