Gary Patton regista a milha mais rápida em pista coberta da história na categoria 70-74 anos

O norte-americano Gary Patton, de 71 anos, é o novo recordista do Mundo da milha (1,6 km) em pista coberta na categoria 70-74 anos. O recorde foi alcançado na New York Armory, dias antes do seu aniversário. O registo anterior já durava três décadas…

 

Depois de correr no ano passado em 5m34s9, ficando muito próximo do recorde do Mundo, fixado em 5m32s4, finalmente Patton, com vários registos nacionais nos Estados Unidos, alcançou o seu objetivo, correndo a milha em 5m29s81.

De referir que, aos 800 metros, o norte-americano registava 2m49s2, o que o obrigou a acelerar na segunda metade da prova.

«Perdi-me na primeira metade. Quando notei que estava cerca de quatro segundos fora do ritmo, pensei: «Vou acelerar e ver por quanto tempo consigo aguentar.»

Aguentou para o recorde do Mundo.

«Às vezes, você apenas começa a voar. É assim!»

O treino do recordista do Mundo da milha em pista coberta

Em relação ao treino, Patton revelou que não faz muitas corridas ao longo da semana, pelo contrário, realiza apenas três treinos, habitualmente à tarde, dedicando um dia à corrida, outro ao reforço muscular com musculação e mais um ao treino cruzado. Todas as manhãs faz ainda, durante 30, 40 minutos, agachamentos, flexões, burpees e muito alongamento. No total, em média, corre cerca de 25 km, com treinos em estrada, colinas e sprints.

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«Por variar o meu treino, não tenho lesões, talvez a minha principal vantagem em relação à minha concorrência», afirma Patton, novo recordista do Mundo da milha (1,6 km) em pista coberta na categoria 70-74 anos.

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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