Corta-mato: Rui Pinto é campeão nacional

Numa corrida estratégica brilhante, o benfiquista Rui Pinto alcançou o título de campeão no Campeonato Nacional de Corta-mato longo, que foi disputado em Mira.

 

Num terreno ligeiramente pesado devido as recentes chuvas, Rui Pinto terminou o Campeonato Nacional de Corta-mato longo com o tempo de 30m52 e foi mais forte que dois sportinguistas, o veterano Licínio Pimentel (30m55) e Ricardo Dias (30m58), grande dinamizador da corrida, responsável por partir o pelotão a partir dos 20 minutos da prova, o que obrigou a um esforço extra dos principais nomes, como Rui Pinto, que apenas alcançou a frente da corrida na última das seis voltas da corrida.

Ricardo Dias referiu no final à RTP que sentiu algumas dificuldades «em passar os troncos» do percurso do o Campeonato Nacional de Corta-mato longo , algo inédito para si. No entanto, teve a honra de dizer que Rui Pinto foi o justo vencedor, já que foi mais forte que ele, uma opinião compartilhada pelo seu colega de equipa Licínio Pimentel. No entanto, e apesar do terceiro lugar, nada apaga a brilhante corrida de Ricardo Dias, provavelmente o grande responsável pelo triunfo do seu clube no Campeonato Nacional de Corta-mato Longo .

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Brilhante corrida que também teve Rui Pinto:

«Estou muito orgulhoso com este segundo título nacional na minha curta carreira, nunca pensei que isso fosse possível há alguns anos, quando via o Lopes, o Mamede a conquistar esta prova. Era o meu sonho e felizmente ganhei pela segunda vez o Campeonato Nacional de Corta-mato longo», afirmou o vencedor. «No ano passado trabalhei muito, estava numa forma estrondosa mas infelizmente tive uma lesão.»

Nota ainda para Nuno Costa, do Maia, quinto colocado com o tempo de 31m08, o único atleta no Top 10 que não representava o Benfica ou o Sporting no Campeonato Nacional de Corta-mato longo.

Em equipas, o Sporting foi o grande vencedor, derrotando o Benfica por dois pontos, 21-19 pontos. O Maia ficou na terceira posição, com 84 pontos.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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