Camille Herron estabelece novo recorde mundial nas 24 horas em pista

O ano de 2018 para Camille Herron, de 36 anos, é um ano para não esquecer. Depois de ter alcançado o recorde do Mundo nas 100 milhas (160 km), a norte-americana alcançou um novo registo mundial, desta vez nas 24 horas em pista.

 

Camille Herron é uma das principais atletas da atualidade, uma das estrelas do pelotão internacional, tanto no Trail como na Estrada ou na Pista. Com um curriculum invejável, com triunfos por exemplo na Comrades 2017 e na Tarawera Ultramaratona, Herron alcançou no início deste ano o recorde mundial das 100 milhas, sendo a primeira mulher a correr a distância em menos de 13 horas, concretamente 12h42m40, na Tunnel Hill 100, no Illinois.

Agora, na Desert Solstice 24h, voltou a surpreender tudo e todos ao superar o recorde do Mundo a correr numa pista de Atletismo durante 24 Horas. A norte-americana superou a distância de Patrycja Bereznowska (259 quilómetros), terminando a prova com 262,78 km, num evento que contou com 33 atletas, todos eles de renome mundial. Nas posições seguintes ficaram Jacob Jackson (253,6 km) e Greg Armstrong (249,6 km). Herron estabeleceu ainda o recorde das 100 milhas em pista, com 13h25 (a anterior marca estava na posse de Gina Slaby, com 13h45).

Como curiosidade, refira-se que Camille Herron completou cerca de 650 voltas à pista de Atletismo, apresentando uma média de 5m29. Utilizou três pares de sapatilhas ao longo das 24 horas, todas da Nike, sua patrocinadora: dois pares Nike 4% Vaporfly flats e um par Nike Pegasus Turbo. A norte-americana também revelou que foi entre a quinta e a sexta hora da parte final que passou pelo pior momento físico e mental, algo que foi ultrapassado com tacos e… cerveja, «que me trouxe dos mortos».

Camille Herron provou mais uma vez ser uma mulher de ferro
Camille Herron provou mais uma vez ser uma mulher de ferro
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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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