Atleta que colocou os 50km marcha no calendário dos Mundiais foi eliminada aos 8km

A norte-americana Erin Talcott, que ameaçou colocar um processo à Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF) caso não incluísse os 50 km marcha no calendário dos Mundiais, foi desclassificada aos 8 km.

 

Talcott, uma das sete atletas presentes na linha de partida na inédita prova do calendário dos Mundiais juntamente com outros 49 homens (a prova foi conjunta), foi desclassificada aos 43 minutos. Recorde-se que a norte-americana ameaçou a IAAF com um processo junto do Tribunal Arbitral do Desporto, já que defendia que as mulheres também tinham direito de disputar os 50 km marcha (até então, no programa dos Mundiais, as mulheres competiam apenas nos 20 km).

Ao temer eventuais sanções, a IAAF incluiu os 50 km marcha femininos no programa 12 dias antes do início dos Mundiais de Londres. A decisão causou causou uma enorme polémica, já que foram dados apenas dois dias para as atletas alcançarem os mínimos.

Talcott foi penalizada com três cartões vermelhos, que dá direito a desqualificação, por não ter cumprido com as regras da modalidade. Recorde-se que um juiz deve advertir um atleta quando entende que o mesmo está como que a perder o contacto com o solo ou que não parece estar a estender a perna de apoio desde o momento do primeiro contacto com o solo até à passagem pela posição vertical. 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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