Erro infantil de queniana “oferece” vitória aos Estados Unidos nos 3.000m obstáculos femininos

Medalha de bronze nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a norte-americana Emma Coburn alcançou o título mundial nos 3.000 metros obstáculos femininos, fruto do erro infantil da queniana Hyvin Jepkemoi.

Pela primeira vez na História dos Mundiais, os Estados Unidos alcançaram medalhas nos 3.000 metros obstáculos femininos, e logo de ouro e prata, com Emma Coburn e Courtney Frerichs. A primeira registou inclusive a melhor marca dos Campeonatos do Mundo e dos Estados Unidos, com 9m02s58, enquanto a segunda registou 9m03s77, o seu melhor tempo pessoal.

A corrida ficou marcada pelo erro incompreensível de Jepkemoi, que, em uma das voltas, esqueceu de pular o obstáculo com água, sendo obrigada a regressar para ultrapassar o mesmo, como as suas adversárias. A até então detentora do título mundial e vice-campeã olímpica procurava ser a primeira mulher a conquistar dois campeonatos mundiais na distância, mas, devido ao seu erro, tal não foi possível. É verdade que Jepkemoi ainda conseguiu posteriormente apanhar o pelotão, mas o seu esforço acabou por condicionar por completo o seu sprint final. Apesar do erro, a queniana ainda conseguiu a medalha de bronze, com o tempo de 9m04s03.

 

 

Sprint final que acabou por beneficiar as norte-americanas, que, devido a uma estratégia perfeita, causaram a surpresa da noite no Mundial de Londres.

 

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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