World Marathon Challenge: começou a volta ao Mundo a correr

Michael Wardian,World Marathon Challenge

Os norte-americanos Michael Wardian e a chilena Silvana Camelio e a mexicana Nahila Hernandez foram os primeiros vencedores da exigente World Marathon Challenge, cujo objetivo é correr sete maratonas seguidas em sete continentes (na verdade seis, já que os promotores dividem a América em Norte e Sul). No final do evento, os finalistas terão corrido cerca de 295 km e percorrido uma distância de 38 mil quilómetros em uma semana… Depois da Antártida, onde correram a uma temperatura a registar os 20 graus negativos, o grupo de corredores corre hoje no Chile.

 

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O tempo de Michael Wardian impressiona, já que o norte-americano terminou a prova em 2h54m54. Nas posições seguintes ficaram o checo Peter Vabrousek (3h05m27) e o britânico Luke Wigman (3h09m42). No feminino, as mais fortes foram a chilena Silvana Camelio e a mexicana Nahila Hernandez, que registaram o mesmo tempo, e a chinesa Guoping Xie (4h23m50). Mal os concorrentes terminaram a prova, partiram de imediato para Punta Arenas, onde será realizada a segunda etapa, no dia de hoje.

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A World Marathon Challenge é considerada nos nossos dias uma das provas mais desafiantes do Mundo, principalmente devido as sua longas viagens (são cerca de 60 horas em voo ao longo da semana), com o fuso horário a ser um dos adversários mais temíveis dos participantes. Outro “adversário gigantesco» é a constante variação climática, que causa enormes danos físicos a um atleta menos preparado. Por exemplo, a primeira etapa foi disputada a 20 graus negativos e a última, em Sidney, deverá ser realizada a 30 graus.

Na primeira etapa partiram 39 atletas, sendo dez no feminino. A inscrição ronda os 36 mil euros, um valor alto para alguns, mas compreensível devido a enorme logística da organização.

aviao World Marathon Challenge

De referir que os competidores têm oito horas para terminarem uma Maratona. Em 2016, o vencedor foi o norte-americano Daniel Cartica (Estados Unidos), com uma média de 3h32m25 nas sete maratonas; no feminino, o triunfo foi para Becca Pizzi, também dos Estados Unidos (3h55m11).

Depois da Antártica e Punta Arenas, a prova prosseguirá em Miami (Estados Unidos, 25 de janeiro), Madrid (Espanha, 26 de janeiro), Marraquexe (Marrocos, 27 de janeiro), Dubai (Emirados Árabes Unidos, 28 de janeiro) e Sidney (Austrália, 29 de janeiro).

 

RESULTADOS

HOMENS
1 Michael Wardian (USA), 2:54.54 hrs
2 Peter Vabrousek (CZE), 3:05.27 hrs
3 Luke Wigman (GBR), 3:09.42 hrs
4 Alex Brazier (GBR), 3:25.27 hrs *
5 Ryan Hall (USA), 3:26.31 hrs
6 Patrick Charlebois (CAN), 3:32.02 hrs
7 Martin Molsater (NOR), 3.51.35 hrs
8 Daniel Palko (SVK), 3.54.27 hrs
9 Patrick Cande (TAH), 4.04.44 hrs
10 Ollie Stoten (GBR), 4.06.36 hrs *
11 Raj Patel (USA), 4.13.42 hrs
12 Ibrar Ali (GBR), 4.15.42 hrs
13 Winston Fisher (USA), 4.36.38 hrs
14 Ian Rudkin, 4.37.20 hrs *
15 Jamie Facer-Childs (GBR), 4.39.25 hrs *
16 Xiaobin Qiu (CHN), 4.40.32 hrs
17 John Craven (GBR), 4.42.47 hrs *
18 Steve Hearn (GBR), 4.43.17 hrs
19 Mathew Barnett (USA), 4.45.08 hrs
20 Jonathon Fischer (CAN), 4.51.29 hrs
21 Xiaobai Li (CHN), 5.06.42 hrs
22 Eric Xin (CHN), 5.16.13 hrs
23 John O’Regan (IRL), 5.22.32 hrs
24 Chris Brookes (GBR), 5.25.13 hrs *
25 Wing Keung Chik (CHN), 5.50.52 hrs
26 Paul Grealish (IRL), 6.00.02 hrs
27 Glen Avery (USA), 6.07.08 hrs
28 Cristian Sieveking (CHL), 6.53.55 hrs
29 Mauro Garza (USA), 7.28.34 hrs

MULHERES
1 Silvana Camelio (CHL) 4.14.10 hrs
1 Nahila Hernandez (MEX), 4.14.10 hrs
3 Guoping Xie (CHN), 4.23.50 hrs
4 Carolina Izurieta (CHL), 4.46.23 hrs *
5 Georgina Acons (GBR), 4.52.25 hrs
6 Sinead Kane (IRL), 5.22.28 hrs
7 Celene Loo (SIN), 5.32.24 hrs
8 BethAnn Telford (USA), 6.11.41 hrs
9 Judy Scrine (GBR), 6.20.23 hrs
10 Catherine Sun (CHN), 7.24.09 hrs

* – correm apenas esta etapa

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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