Trilho dos Sete Vales Suspensos é um dos segredos do Algarve de Teresa Conceição

O Trilho dos Sete Vales Suspensos, um dos segredos do Algarve, é agora revelado por Teresa Conceição no livro «Ir é o Melhor Remédio: Algarve», editado pela Guerra & Paz. Este é o terceiro dia d´«A Semana “Nunca mais chegam as férias”».

 

O trilho dos Sete Vales Suspensos

 

Só o nome já tem ar de aventura. Podia ser um título de literatura juvenil. 

E até pode dar uma bela aventura vivida e depois escrita. De vistas estamos conversados: o cenário é tão bonito que apetece parar para tirar fotos a cada 20 passos.

 

Paisagens diversificadas do trilho dos Sete Vales Suspensos
As várias paisagens do trilho dos Sete Vales Suspensos

 

Fui pela primeira vez em Abril, com a minha sobrinha de 12 anos, cada uma com a sua máquina fotográfica. É divertido concorrer na descoberta dos melhores miradouros na crista das arribas e fazer fotos para o álbum de recordações.

No primeiro dia, tínhamos pensado ir apenas para a praia, mas, como estava vento e mar revoltoso, fomos descobrir o trilho.

Ficámos encantadas. Como não levámos sapatos de caminhada, só fizemos 1 quilómetro e regressamos ao carro para ir até à praia da Marinha e perceber como era o caminho a partir daí. Continuava a ser espantoso.

De facto, pode fazer-se esta caminhada a começar em qualquer praia que passe pelo trilho. Ou seja: vale mesmo a pena dedicar uma manhã a fazer a caminhada toda. No dia seguinte, lá fomos nós calcorrear os sete vales, para regressar com os olhos cheios de mar e céu.

O QUE É:

O percurso dos Sete Vales Suspensos é de terra batida e fica no concelho de Lagoa. Segue por uns 5 quilómetros ao longo da costa entre a Praia de Vale Centeanes e a Praia da Marinha, sempre a ver o mar. Passa pelo Farol de Alfanzina, pelas praias da Albandeira, de Benagil e do Carvalho. Segue ao longo de uma linha contínua de arribas, entrecortada apenas por linhas de água que, no Inverno, desembocam acima do nível do mar. Dão assim origem a vales suspensos.

A costa tem uma linha muito recortada de arribas. Vê-se que é sujeita a erosão natural intensa. Há placas de aviso a informar que a linha da costa está em transformação, com o litoral a recuar. Tanto pode gastar-se 2 milímetros como desmoronar 2 metros por ano.

 

Pessoas a percorrerem o trilho dos Sete Vales Suspensos
Apesar de ser desconhecido por muitos, o trilho dos Sete Vales Suspensos tem ainda algum movimento

 

Há desmoronamentos de vez em quando, sobretudo no Inverno, quando a chuva e o mar são mais violentos, e é natural que assim aconteça. Quase todo o caminho tem barreiras de madeira, para prevenir quedas ou avanços mais arriscados.

COMO CHEGAR AO TRILHO DOS SETE VALES SUSPENSOS:

A partir de Lagoa ou Alcantarilha, é ir de carro até à Praia de Vale de Centeanes. Ou até à da Marinha. Ou à de Albandeira. Pode começar-se a caminhada em qualquer uma, mas para fazer o troço todo é melhor escolher uma ponta. Até chegar à zona de praias, de carro, a estrada de alcatrão é muito labiríntica, mas as placas indicativas lá estão nos cruzamentos. Há estacionamento gratuito
em todas as praias.

Quem quiser fazer o percurso todo de ida e volta tem de se lembrar que vai fazer cerca de 10 quilómetros a pé. 

Tem de contar pelo menos com umas 3 horas, se for em passo rápido. Quem não gosta de andar muito, pode fazer um primeiro reconhecimento a partir de cada uma das praias, percorrer umas centenas de metros para avaliar as vistas e regressar pelo mesmo caminho.

 

O mar está sempre associado ao trilho dos Sete Vales Suspensos
O mar sempre acompanha o trilho dos Sete Vales Suspensos

 

O QUE LEVAR:

De Verão ou de Inverno, é essencial ter mochila com água, chapéu, óculos de sol, protector solar, máquina fotográfica… e um lanche (há bares nas praias, mas podem estar cheios e o atendimento
ser mais demorado). Sem esquecer os sapatos confortáveis e roupa leve.

CUSTO:

O percurso é gratuito. É preciso contar com os custos da deslocação, do farnel ou da refeição em restaurante, se for caso disso.

QUANDO IR:

Escolher um dia de Primavera ou Outono é aconselhável, por causa do calor. Para fazer no Verão, é melhor ir de manhã cedo – ou à tarde, para assistir ao poente.

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Pedro Alves

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