Espanha quer o trail running nos Jogos Olímpicos

Beisebol/softball, surf, escalada, karaté e skateboard são as novidades do programa olímpico de Tóquio 2020. Em Espanha, trabalha-se para que o trail running seja em breve incluído nos Jogos Olímpicos.

 

A iniciativa para que o trail running faça parte do programa olímpico deu os primeiros passos nas Canárias, concretamente em outubro último com os senadores Mariano Hernández e Poli Suárez. A moção foi aprovada na semana passada na “Comisión de Educación y Deporte del Senado”.

Os mentores do projeto revelaram aos jornalistas espanhóis que o processo burocrático para a efetivação do trail running nos Jogos Olímpicos começou efetivamente agora, após a aprovação da moção criada no ano passado. Ambos esperam que o Governo de Espanha, através do “Consejo Superior de Deportes”, do Comité Olímpico de Espanha e da Real Federação Espanhola de Atletismo, «promova esta candidatura» a nível mundial e que apresente os seus benefícios ao Comité Olímpico Internacional (COI).

Na apresentação da moção, foi ainda revelado o logotipo do projeto.

Trail running praticado em mais de 75 países 

De referir que o trail running integra a Associação Internacional das Federações de Atletismo, membro do COI, desde 2015, sendo praticado em mais de 75 países em quatro continentes, uma das obrigatoriedades para fazer parte do programa olímpico, além de adotar o Código Mundial Antidopagem.

Se tudo ocorrer como o previsto pelos senadores canários Mariano Hernández e Poli Suárez, o trail running apenas poderá integrar o calendário olímpico nos Jogos Olímpicos de 2028, em Los Angeles, nos Estados Unidos, um país que é um dos principais impulsionadores da modalidade.

De notar que, neste momento, a Espanha é uma das potências da modalidade, reunindo alguns dos principais nomes do trail running a nível mundial, tanto no escalão masculino como no feminino. Por exemplo, o atual campeão do Mundo é Luis Alberto Hernando, título que também conquistou em 2016, precisamente no Gerês, quando Portugal organizou o Mundial da modalidade. 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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