Trail: campeão da World Mountain Running Association apanhado no doping

Petro Mamu, de 33 anos e recente campeão do Mundo da World Mountain Running Association (WMRA), acusou positivo num exame antidoping. Por ter colaborado com a IAAF, a sua pena foi reduzida de dois anos para nove meses.

 

Segundo a IAAF, Mamu, da Eritreia, acusou fenoterol, substância geralmente ingerida nos tratamentos de asma e bronquite. O africano admitiu que tomou o medicamento tendo como intuito a abertura das suas vias respiratórias após ter sido vítima de gripe.

A toma ocorreu a 30 de junho, em Premana, Itália, uma semana antes da realização do Mundial da World Mountain Running Association, cuja prova acabou por vencer. Ao ser apanhado pelo doping, Mamu acaba por perder o título mundial que conquistou este ano, em Giir di Mont, também em Premana.

De referir que a WRMA, através de um comunicado, não ficou satisfeita com a redução da pena do atleta da Eritreia, defendendo que tal sentença atuava com a suficiente «contundência para prevenir incidentes futuros», destacando que Mamu poderá disputar o Mundial de 2018.

Kilian Jornet já falou sobre o doping de Mamu 

Um dos principais nomes da modalidade, Kilian Jornet, que já foi derrotado pelo africano (Limone Extreme 2014), já abordou o assunto.

«Nunca é bom ter casos de doping no Trailrunning. Espero que seja um erro de toma e que não tenha ocorrido uma intenção de enganar os outros. Enganar os demais mais não é do que enganar a nós próprios.»

 

O tweet de Kilian Jornet sobre o doping de Mamu
O tweet de Kilian Jornet sobre o doping de Mamu

 

LEIA TAMBÉM

Lucinda Sousa alerta para a necessidade do controlo antidoping

Campeã do Mundo de KM Vertical Christel DeWalle apanhada no doping

 

 
Gostaste do artigo? Faz Gosto ou Partilha com os teus amigos!
Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

Gostou? Partilhe pelos amigos