Semenya vai correr os 3000 metros na Diamond League de Eugene

Devido a recente e polémica decisão do Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), que exige a limitação dos níveis de testosterona provocados por hiperandrogenismo nas provas até à milha (1,6 km), Caster Semenya revelou que vai correr os 3000 metros na etapa da Diamond League de Eugene, a 30 de junho.

Segundo a Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF), as atletas do sexo feminino com altos níveis de testosterona têm uma vantagem injusta em provas entre os 400 e os 1500 metros, algo contestado por algumas mulheres. Apesar do recurso apresentado contra as regras criadas pela IAAF, a verdade é que o TAS não deu provimento aos desejos de Semenya, que agora terá de rever a sua carreira, pois tem de limitar os seus níveis de DSD se deseja defender os seus dois títulos olímpicos nos 800 metros.

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Uma primeira mostragem do que vai fazer a sul-africana acontecerá na etapa da Diamond League em Eugene, nos Estados Unidos, agendada para o dia 30 de junho, já que Semenya revelou que vai correr os 3000 metros, distância não abrangida pelas novas normas da IAAF, que limita os níveis de testosterona (5 nmol).

Semenya vai competir com grandes atletas em Eugene

Recorde-se que, após a decisão do TAS, Semenya afirmou que não se iria medicar, o que a obriga a correr as provas de velocidade (100 e 200 metros) ou provas acima dos 1500 metros.

Refira-se ainda que, na etapa de Eugene dos 3000 metros, estão confirmadas as presenças de Sifan Hassan, Hellen Obiri, Genzebe Dibaba e Senberi Teferi.

O melhor tempo de Semenya nos 3000 metros é 9m36s29 (o pior tempo das inscritas), alcançado em 2017. O recorde do Mundo da distância está na posse da chinesa Wang Junxia, desde setembro de 1993: 8m06s11).

A lista de inscritas para os 3000 metros de Eugene

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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