Sara Moreira: «Senti uma dor por volta dos dois quilómetros»

 

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Uma das grandes desilusões da Maratona do Rio de Janeiro foi Sara Moreira, que deixou a corrida por volta do sétimo quilómetro «devido a intensas dores», sentidas no quilómetro dois. A portuguesa garantiu que estava preparada para correr a prova.

 

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«Senti uma dor por volta dos dois quilómetros. Há um movimento no grupo, um movimento que eu fiz para me desviar de uma adversária e apoiei o pé com bastante força, o pé direito. Senti a dor que me tinha condicionado, como assumi, durante uma semana. E a partir daquele momento foi tentar gerir a dor e perceber até que ponto a dor me permitiria correr», afirmou Sara Moreira à Agência Lusa.

A portuguesa relatou ainda que, por volta dos cinco quilómetros, sentia dores no trocânter da perna direita [parte superior do fémur].

«Acabei com uma bolha enorme no pé porque estava a defender-me, não apoiando tanto o pé. Não foi pela bolha que desisti, mas pela dor que ia a sentir.»

Sara Moreira recordou que não sentiu dores nos treinos no Rio de Janeiro e que a ecografia realizada na Cidade Maravilha «não acusou absolutamente nada».

«Não sei o motivo, mas senti logo a dor muito cedo e era impossível continuar. A ressonância, que acusou o edema ósseo, foi feita ainda em Portugal. Viajei para cá e quando cheguei voltei a fazer testes que não acusaram nenhuma limitação. Eu fui treinando e pelo facto de ter conseguido correr sem dor é que arriscámos a minha partida na Maratona, mas infelizmente a dor voltou, forte, e não consegui continuar.»

Sobre os sete quilómetros corridos, Sara Moreira recorda principalmente as dores.

«Pela dor tinha desistido logo aos dois quilómetros. Ainda fui aos sete. Há uma altura, logo a seguir ao abastecimento, em que falo com as minhas colegas e lhes digo que estou a sentir muita dor. A Dulce disse-me para esquecer a dor, mas era impossível porque a dor era muito forte, não me permitia. Ninguém mais do que eu queria correr esta Maratona, queria acabar no Sambódromo, mas não foi possível», conclui a atleta em declarações à Agência Lusa.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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