Um Natal a correr com o primeiro padre que terminou um Ironman

O padre Ismael Teixeira, o primeiro padre a concluir um Ironman, realiza esta quarta-feira a iniciativa «Trail pela Luz do Natal». Tudo começa e termina no Largo da Igreja de São Mamede, em Lisboa, pelas 19h00.

 

Como era de esperar, o objetivo do «Trail pela Luz do Natal» tem um cariz social, já que aos participantes é solicitado «bens alimentares para fazer cabazes para o Natal de famílias mais pobres». A corrida, que percorrerá «as ruas mais iluminadas da cidade, miradouros e principais praças e presépios ao ar livre», terá a duração de 1h15, com o “Ironpriest”, como é conhecido o padre Ismael Teixeira, a comandar as hostes.

Aproveitamos esta iniciativa para fazermos umas perguntas ao padre do Mundo da Corrida.

Qual o desafio desportivo que mais gostaste de fazer este ano?
A Maratona do Extreme Triathlon Celtman, na Escócia, com o meu amigo Nuno Espanha!

Que iniciativas tens feito para divulgar o desporto e, naturalmente, a religião?
Para mim desporto e religião estão ligados! Ou comigo andam sempre ligados. Ambos, a meu ver, podem e querem ajudar a salvar e melhorar a vida! Em termos de iniciativas, temos algumas. Por exemplo: treinos em Monsanto que terminam com uma missa; o agora “Trail Solidário da Luz”, onde vamos percorrer a correr e a andar as ruas mais iluminadas de Lisboa; o “Pela Luz do Natal em BTT”; as peregrinações a Fátima e a Santiago de Compostela em bicicleta!

Concretamente, qual o propósito do treino desta quarta-feira?
Unir Fé e Desporto! Ajudar os atletas a preparar o Natal com mais solidariedade com os mais pobres! Todos os participantes são desafiados a partilhar bens alimentares com famílias mais carenciadas! Ajudar a que o Natal seja mesmo o Natal em cada um de nós!

E quais os propósitos do Ironpriest para 2018?
Os mesmos de sempre! Ser um acréscimo de humanidade através da minha missão na Igreja e no desporto!

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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