Mutaz Essah Barshim e Nafissatou Thiam eleitos Atletas do Ano pela IAAF

Mutaz Essah Barshim, saltador em altura, do Qatar, e Nafissatou Thiam, do heptatlo, da Bélgica, foram eleitos Atletas do Ano pela Associação Internacional das Federações de Atletismo, numa gala que decorreu esta sexta-feira, em Monte Carlo.

 

O feito de Barshim e Thiam é bastante assinalável, já que nunca um atleta dos seus respetivos países tinham alcançado tal distinção (o feito do primeiro é ainda maior, já que foi o primeiro asiático a ser distinguido). Ambos brilharam nos Mundiais de Londres, com Barshim a superar o britânico Mo Farah (meio-fundo) e o sul-africano Wayde van Niekerk (200 e 400 metros).

Com 2m43, menos dois centímetros do recorde do mundo do cubano Javier Sotomayor, Barshim ganhou todas as provas em que participou este ano, o que significa que venceu o Mundial de Atletismo e o prémio da Liga Diamante.

 

Os nomeados para o prémio Atletas do Ano
Os nomeados para o prémio Atletas do Ano

 

Thiam ultrapassou este ano os 7000 pontos no heptatlo

Campeã mundial também foi Thiam (no ano passado ganhou a medalha de ouro dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro), que, este ano, conseguiu pela primeira vez na sua carreira ultrapassar a barreira dos 7.000 pontos, concretamente 7.013 pontos, no Meeting de Gotzis, na Áustria. A belga tinha como concorrentes a grega Ekaterini Stefanidi, do salto com vara, e a etíope Almaz Ayan, fundista que venceu esta distinção em 2016.

Usain Bolt, vencedor em  2016, recebeu o “Troféu do Presidente”, troféu entregue ao conjunto da carreira de um atleta.

O “Treinador do Ano” foi para a sul-africana Ann Botha, de 75 anos, que orienta, entre outros, Van Niekerk, o recordista mundial dos 400 metros.

Já as “Estrelas Emergentes” foram Yulimar Rojas, da Venezuela, e Karsten Warholm, da Noruega, campeões mundiais do triplo salto e dos 400 metros barreiras, respetivamente.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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