Mo Farah rompe a sua relação com o treinador Alberto Salazar

O britânico Mo Farah, tetracampeão olímpico revelou que já não será mais orientado pelo treinador Alberto Salazar, cuja ligação mantinham desde 2011. Recorde-se que o britânico deixou as pistas no final desta temporada, já que vai investir nas corridas de estrada.

 

Por razões familiares, Mo Farah deixou de ser orientado por Salazar, treinador fincado em Oregon, nos Estados Unidos.

 «Tudo aconteceu simplesmente porque a minha família e eu voltámos a viver em Londres. Passámos o último Verão aqui e eu e a minha mulher percebemos a falta que fazia passar mais tempo aqui com os amigos e a família. Depois, os meus filhos são muito felizes em Londres», revelou Farah ao The Sun. «Queremos que eles cresçam no Reino Unido. É uma boa escolha para a minha família. Como Salazar e a sua equipa estão nos Estados Unidos, era totalmente impossível seguir com a nossa colaboração.»

Mo Farah já revelou o nome do seu novo treinador

Farah garante que não terminou a sua relação com Alberto Salazar devido as suspeitas de doping que envolvem os corredores do treinador.

 

Mo Farah começará uma nova temporada com um novo treinador
Mo Farah começará uma nova temporada com um novo treinador

 

«Essas críticas já duram mais de dois anos e, se fosse essa a razão, já teria rompido com ele há algum tempo (…) Como sempre digo, defendo firmemente um desporto limpo e qualquer atleta que viole as leis antidoping deve ser castigado. Se Salazar tivesse passado a linha limite, já o teria deixado. Se tivesse alguma dúvida de Salazar, não tinha estado tanto tempo com ele.»

 

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Recorde-se que a Agência Antidoping dos Estados Unidos (USADA), através de um comunicado, colocou em dúvida os métodos utilizados por Salazar, um comunicado que, na altura, levantou uma enorme celeuma no Meio do Atletismo.

O britâncio anunciou ainda, através da sua conta do Twitter, que será orientado pelo marido da atual recordista mundial feminina da Maratona, Paula Radcliffe, concretamente o treinador Gary Lough.

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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