Mo Farah indignado por Donald Trump o ter transformado num «Alien»

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Bicampeão olímpico dos 5 e 10 mil metros e uma das referências do Desporto nos nossos dias, o britânico Mo Farah não sabe se poderá regressar aos Estados Unidos, onde atualmente vive. Tudo devido as recentes políticas impostas pelo novo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

 

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Farah mora nos Estados Unidos há seis anos, concretamente no estado do Oregon. Atualmente em viagem devido a compromissos desportivos, o britânico não sabe se pode voltar a casa, já que nasceu na Somália, um dos países no alvo da política de anti-imigração de Trump.

«A 1 de janeiro deste ano fui reconhecido como Cavaleiro do Reino pela Rainha da Grã-Bretanha. A 27 de janeiro, Donald Trump parece ter-me transformado num Alien . Sou um cidadão britânico que viveu os últimos seis anos nos Estados Unidos, trabalhando duro, contribuindo para a sociedade, pagando os meus impostos e educando os meus quatro filhos num lugar que eles chamam de casa. Agora, dizem a mim e a muitos outros como eu que talvez não sejamos bem-vindos. É profundamente preocupante ter de dizer aos meus filhos que talvez não consiga voltar a casa – explicar os motivos pelo qual o presidente introduziu uma política oriunda de um lugar de ignorância e preconceito», escreveu Mo Farah na sua página do Facebook. «A Grã-Bretanha recebeu-me da Somália aos oito anos e tive a oportunidade de alcançar sucesso e realizar os meus sonhos. Tenho orgulho de representar o meu país, ganhar medalhas para o povo britânico e receber a maior honra da realeza. A minha história é um exemplo do que pode acontecer quando você segue políticas de compaixão e compreensão e não a do ódio e do isolamento.»

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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