Mo Farah ambiciona o recorde do Mundo na Meia-maratona de Lisboa

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Campeão olímpico e do mundo dos 5.000 e 10.000 metros, o britânico nascido na Somália Mo Farah admitiu que pretende superar o recorde do Mundo da Meia-maratona no próximo domingo, em Lisboa, na posse do eritreu Zersenay Tadese (58m23, alcançado na prova portuguesa em 2010).

 

«Estou muito entusiasmado para disputar a Meia-maratona porque é a primeira vez que venho a Lisboa, apesar de não ser a primeira vez que venho a Portugal. Sei que a corrida é muito entusiasmante, já a vi anteriormente, incluindo quando bateram aqui o recorde do mundo», afirmou Mo Farah à agência Lusa.

O atleta salientou que, para superar um recorde do Mundo, tudo depende do que acontece durante uma corrida. Por isso, o britânico espera no domingo «andar entre os da frente» para depois «ver o que acontece».

«Estou muito mais forte do que em Londres 2012, tenho corrido meias-maratonas para me preparar para a maratona, o que é completamente diferente, mas a minha forma é boa. Mostrei-o há umas semanas, quando bati o recorde do mundo das duas milhas (8m03s40), e isso deu-me muita confiança.»

Mo Farah, que tem 60 minutos como melhor registo na meia, disse estar bastante entusiasmado com a sua participação na prova devido ao público, 15.000 participantes na Meia-maratona, mais 20.000 na Mini-maratona.

«Ter tanta gente a correr nesta famosa ponte é entusiasmante, mas claro que quero primeiro fazer o meu melhor para depois, se possível, olhar para trás e ver o pelotão.»

Mo Farah revelou ainda à Agência Lusa que vai disputar a Maratona de Londres no próximo dia 26 de abril, mas os seus objetivos passam para as provas de pista nos Mundiais de 2015, em Pequim, e nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

«Vou correr em pista enquanto conseguir. Tentei a maratona, é algo totalmente diferente, é mais difícil, muito mais difícil. Penso que vou precisar de muito mais anos para aprender a maratona. O meu objetivo para o Rio 2016 é mesmo tentar continuar na pista (…) Tudo depende do meu corpo. Eu não estou a ficar mais novo, por isso tenho de olhar por mim, focar-me numa corrida e depois ver se consigo fazer a outra.»

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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