Mo Farah pondera disputar os 10000 metros no Mundial de Doha

Quatro vezes campeão olímpico, cinco vezes campeão europeu e seis vezes campeão mundial, Mo Farah, de 35 anos, revelou que poderá regressar ao Mundo das Pistas, concretamente os 10000 metros, para disputar o Mundial de Doha, em outubro.

 

Depois de ganhar tudo nas pistas, Mo Farah decidiu, em 2017, dedicar-se ao Mundo da Maratona. No entanto, o britânico pondera defender o seu título mundial nos 10 mil metros em Doha em vez de fazer a sua estreia na Maratona na competição.

«Ao assistir o recente Mundial Indoor na televisão, fiquei com vontade de regressar», revelou Farah à imprensa britânica. «Tudo vai depender do meu resultado na Maratona de Londres, a 28 de abril. A verdade é que sinto a falta da atmosfera da pista, a atmosfera que vive Laura Muir, por exemplo, sinto falta de representar o meu país. Mas esse possível regresso é uma decisão só minha. Se tudo correr bem e eu tiver possibilidades de ganhar uma medalha, então adoraria voltar e representar novamente o meu país. Mas, neste momento, o meu objetivo é a Maratona.»

Farah confessou que o seu adeus às pistas foi mais complicado do que imaginou e que, ao analisar os recentes resultados dos 10 mil metros, não ocorreram grandes evoluções nas marcas. Por isso, Farah acredita que ainda pode dar cartas na distância. Desde que assim deseje: «Tenho de saber se ainda tenho essa fome de vencer.»

Refira-se que Mo Farah ganhou este domingo a Meia-maratona de Londres, numa corrida onde, entre o primeiro e o terceiro colocado, houve apenas dois segundos de diferença entre os três atletas

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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