Meia-maratona de Shenzhen mostra o pior do corredor

Provavelmente, uma das cenas mais lamentáveis do ano no Mundo da Corrida ocorreu na recente Meia-maratona de Shenzhen, quando cerca de 250 atletas foram apanhados a fazer batota. Na China, as organizações das corridas já ameaçam os batoteiros com expulsões definitivas…

 

A popularidade da corrida na China cresceu exponencialmente nos últimos anos. Por exemplo, em 2011, e segundo a federação local, o país realizava 22 Maratonas e corridas de estrada. Este ano tivemos 1072 provas…

No entanto, essa popularidade acabou por mostrar muito do pior do homem, ainda mais quando algumas provas somam créditos para a entrada na universidade, por exemplo. Troca de dorsais ou correr menos quilómetros do que o exigido são apenas duas das faces negras desta vaga popular.

Foi o que aconteceu na recente Meia-maratona de Shenzhen, quando um drone apanhou em flagrante vários corredores a encurtarem a distância que, supostamente, deveriam correr.

«Lamentamos profundamente o que aconteceu na corrida. Correr uma Maratona não é apenas fazer exercício, é uma metáfora da vida. E cada corredor é responsável por si mesmo», afirmou na altura a organização da prova. As imagens causaram uma grande polémica no próprio país, com os medias a solicitarem «respeito» pelo espírito desportivo.

De referir que a Meia-maratona de Shenzhen contou com 224 juízes e 3000 voluntários. Mesmo assim não foi suficiente, numa das imagens do ano no Meio da Corrida.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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