Campeão espanhol da Maratona corre Transgrancanaria no sábado e a Maratona de Sevilha no domingo

Atual campeão de Espanha da Maratona, Pablo Villalobos revelou que pretende correr a Transgrancanaria (64 km, com desnível positivo de 3200 metros) no sábado, dia 24 de fevereiro, e, no dia seguinte, a Maratona de Sevilha, onde vai defender o título da distância conquistado este ano.

 

O principal objetivo de Pablo Villalobos em 2018 é a conquista do Campeonato de Espanha de Trail, campeonato que será realizado na Advanced da Transgrancanaria, uma das corridas mais duras do país vizinho. O problema do espanhol foi a federação espanhola de atletismo ter decido que o Campeonato de Espanha de Maratona do próximo ano seria disputado em Sevilha, precisamente um dia depois da Transgrancanaria. Um duro golpe para Pablo Villalobos, que ambicionava lutar pelo bicampeonato da Maratona.

«Tem sido uma decisão difícil. O objetivo da presente temporada está na montanha, mas aprecio os campeonatos e, como atual campeão de Espanha, gostaria de poder correr a Maratona de Sevilha. Reeditar o título será algo impossível, muito devido a presença de grandes maratonistas como são os casos dos meus companheiros Javi Guerra ou Jesús España, mas gostaria de estar na linha de partida em Sevilha e acredito que há tempo para isso, já que o Campeonato de Espanha de Trail, a prova Advanced da Transgrancanaria, começa às 9h00. Acredito que, após 6h00, estaremos a cruzar a meta, o que dará tempo de apanhar um voo pela tarde e estar em Sevilha na última hora de sábado para poder estar, no domingo, na partida da maratona do Campeonato de Espanha», afirmou Pablo Villalobos.

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«A Maratona de Sevilha faz-me ilusão devido ao compromisso com o meu clube, o AD Marathon. Embora não estejamos a 100%, podemos lutar por um bom resultado na classificação. Depois, a Maratona de Sevilha foi sempre muito especial para mim. Foi lá que corri a minha primeira Maratona, em 2010; foi em Sevilha que alcancei a minha marca pessoal e o meu primeiro título de campeão de Espanha, em 2011; após uma boa preparação, em 2015, pela primeira vez não terminei uma Maratona: em 2016, participei no Campeonato de Espanha para acompanhar a minha cunhada, Tamara Sanfabio, que conclui a corrida em 2h52, pontuando para o meu clube na classificação de veteranos», concluiu.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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