Maratona de Madrid com quadros em cada km do percurso

Reproduções de quadros de Velázquez, Goya, El Greco, Tiziano ou Rubens serão colocados em cada quilómetro da Maratona de Madrid, agendada para 27 de abril, numa iniciativa que se junta às comemorações do Prado, que comemora este anos dois séculos de existência. O Museu receberá a partida e a meta da prova, que comemora… 42 anos.

No total, 42 quadros para assinalar os 42 km da 42.ª edição da Maratona de Madrid. A organização do evento revelou que cada quadro colocado ao longos dos 42 quilómetros do percuso representarão a situação da corrida.

«O objetivo é mostrar que estamos a viver um lugar artístico, belo e desportivo», afirmou o responsável pelo Desporto de Madrid, Jaime de los Santos, em conferência de imprensa. Opinião partilhada pelo diretor de comunicação do Prado.

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«O atletismo é um vetor de emoções e no Prado queremos atrair os espanhóis e levar o museu para a rua.»

Na edição deste ano são esperados, que contará com as habituais bandas de música no percurso, cerca de 33 mil atletas, divididos em três provas: 10 mil na Maratona, 15 mil na Meia-maratona e 8 mil nos 10 km. Destes, cerca de 10 mil corredores são estrangeiros, num evento que deixa na economia da cidade cerca de 43 milhões de euros.

Os quadros da Maratona de Madrid

Refira-se que este ano a Maratona de Madrid será realizada num sábado devido ao anúncio das Legislativas antecipadas em Espanha, agendada para o dia 28 de abril, data inicial da corrida. Devido a essa mudança inesperada, a organização aproveitou a ocasião para agendar uma festa na noite de sábado para domingo, se os atletas tiverem pernas para dançar…

O quadro do primeiro quilómetro da Maratona de Madrid

Em relação aos quadros, teremos no primeiro km «LEYENDA. La disputa de griegos y troyanos por el cuerpo de Patroclo», de José de Madrazo; nos 10 km, «ILUSIÓN», de San Juan Bautista niño; nos 21 km, «MULTITUD. Tríptico del jardín de las delicias», de El Bosco; nos 40 km, «ÉXTASIS. La bacanal de los andrios», de Tiziano: e, na meta, «Las meninas», de Velázquez.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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