Kilian Jornet operou os dois ombros

Após várias luxações nos últimos dois anos, Kilian Jornet foi operado esta sexta-feira aos dois ombros, o que obrigou o espanhol a adiar a Bob Graham Round, um dos seus principais desafios do ano.

 

Segundo a imprensa espanhola, Jornet ficará entre 3 e 5 semanas de baixa com os ombros imobilizados, mas a sua recuperação total deverá demorar entre 5 e 6 meses. O ultramaratonista foi submetido a reinserção do lábio gleinodal, que protege o ombro.

«Há uns anos tive um acidente de esqui onde desloquei os dois ombros. Desde então tenho algumas luxações e subluxações, que trazem problemas na minha vida desportiva. Decidi que era o momento de operar para evitar mais complicações. Resolvi ser operado agora porque, no Outono, há menos provas na temporada», afirmou Jornet dias antes.

 

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Recorde-se que, este ano, o espanhol venceu a exigente Hardrock 100 com problemas no ombro. Em relação a sua recuperação, Jornet garantiu que tudo acontecerá com «muita calma».

«Pretendo recuperar bem, tanto da operação como de uma Primavera e um Verão muito intensos e exigentes, com o Evereste e várias corridas ao redor do Mundo. Desde 2006 que não descansava mais de uma semana seguida, assim que o meu corpo agradecerá esta regeneração.»

Kilian Jornet vê o futuro com calma

Sobre o futuro, o espanhol Kilian Jornet preferiu não fazer grandes planos, já que tudo dependerá da sua recuperação, se ela decorrerá como os especialistas esperam ou não, o que acabará por condicionar os seus objetivos para 2018.

«Decidirei qual será o meu plano no Inverno quando estiver 100% recuperado. De momento apenas penso na minha recuperação e no regresso aos treinos, que espero que ocorram com normalidade e sem problemas.»

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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