Yuki Kawauchi correrá a Maratona de Vancouver 19 dias depois da Maratona de Boston

O japonês Yuki Kawauchi, este ano profissional, vai defender o seu título da Maratona de Boston no próximo dia 15 de abril. Pouco depois, a 5 de maio, vai correr a Maratona de Vancouver, onde pretende ganhar e, se possível, superar o recorde da prova.

 

O recorde da Maratona de Vancouver (2h18m37) está na posse do queniano Luka Chelimo desde 2015. Este é o segundo desafio que Yuki Kawauchi pretende alcançar no próximo dia 5 de maio. O primeiro, obviamente, é vencer a prova… De referir que o melhor tempo pessoal do nipónico é de 2h08m14, alcançado em 2013.

A Maratona de Vancouver, este ano com a presença da estrela popular Yuki Kawauchi, é considerada uma das mais bonitas do mundo
A Maratona de Vancouver, este ano com a presença da estrela popular Yuki Kawauchi, é considerada uma das mais bonitas do mundo

Todavia, ambos os desafios serão complicados de alcançar, já que Kawauchi vai correr a Maratona de Boston 19 dias antes, corrida que ganhou em 2018, sendo o primeiro japonês a vencer a emblemática prova norte-americana desde 1987. Para piorar, a Maratona de Vancouver é conhecida pela dificuldade do seu clima, habitualmente bastante complicado. Só no ano passado, 23 corredores abandonaram a prova devido as condições meteorológicas, concretamente ventos gélidos e forte chuva.

Kawauchi vai correr pela primeira vez no Canadá

O último japonês a vencer a Maratona de Vancouver foi Atsunari Saito, em 1999. Kawauchi, que correrá pela primeira vez no Canadá, admitiu à imprensa local que o seu objetivo é «ganhar» a corrida. Para isso terá de superar, entre outros, Abraham Kiplino. 

Na prova feminina, nota para as presenças da chinesa Zheng Zhiling, vencedora do ano passado (2h43m51). Na prova masculina, o vencedor foi o atleta local Robin Watson (2h27m38).

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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