Kathrine Switzer vai correr a Maratona de Londres

Kathrine Switzer, primeira mulher a correr oficialmente uma Maratona, concretamente a Maratona de Boston, em 1967, vai correr a Maratona de Londres deste ano.

 

Aos 20 anos, Kathrine Switzer escreveu o seu nome na história após inscrever o seu nome na Maratona de Boston com as suas iniciais, KV Switzer, já que não era permitido a inscrição de mulheres na prova. O dorsal 261 foi entregue a atleta, um número que hoje é referência na História da Corrida.

«Não tinha consciência de que estava a ponto de conseguir algo muito importante, mas sabia que, se abandonasse, todos diriam que as mulheres estavam a fazer algo que não eram capazes. Por isso, sabia que tinha de terminar a corrida, não importava como.»

Agora, 51 anos depois, e depois de ter corrido a Maratona de Boston e de Nova Iorque (que ganhou em 1974) no ano passado, Switzer, hoje com 71 anos, vai correr mais uma Major, desta vez Londres, no próximo dia 22 de abril (refira-se que este ano a Grã-Bretanha comemora o centenário do direito ao voto das mulheres, uma outra forte razão para a presença da norte-americana em prova).

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«As ruas de Londres fazem parte da história da corrida para as mulheres, assim como os direitos das próprias mulheres», afirmou Switzer. «Há muito tempo que é meu desejo correr a Maratona de Londres, mas sempre estive demasiada ocupada. Agora é o momento e estou honrada e emocionada por poder correr a prova.»

Switzer sustentará em Londres, evidentemente, o dorsal 261. Refira-se que, além de ser a primeira mulher a correr oficialmente uma Maratona, a norte-americana foi uma das grandes impulsionadoras da corrida no sexo feminino ao longo dos anos, sendo, por exemplo, uma das responsáveis pela inclusão da Maratona feminina no calendário dos Jogos Olímpicos, algo que aconteceu pela primeira vez em 1984 (com a portuguesa Rosa Mota a ganhar a medalha de ouro em 1988).

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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